Não
é no céu que a alma adoradora deve procurar Jesus, e sim no São. São.
Sacramento.
Eis, sobre a terra, o único tesouro dessa alma,
ser único prazer; e visto que Jesus está na Eucaristia para ela individualmente,
toda a sua vida se deixa atrair por este Sacramento como o ímã para o seu
centro. Com a sagrada Hóstia, o adorador está bem em toda a parte; não existe
pra ele exílio, nem deserto, nem privação ou infelicidade. A Eucaristia é o seu
tudo. Se alguém lhe quiser infringir um castigo, torná-lo infeliz, fazê-lo
morrer de tristeza, que o afaste do Deus do Tabernáculo. A sua vida não passaria
então de prolongada agonia, e todos os bens e glórias deste mundo ser-lhe-iam
pesados grilhões. Como o israelita cativo chorando à margem do rio Babilônio com
saudades de Sião, o discípulo da Eucaristia derramaria lágrimas amargas
lembrando-se do Cenáculo.
Deste modo, o primeiro cuidado de um adorador
ao chegar à terra estranha é procurar o palácio de seu Rei, indagando por toda a
parte, e quando percebe ao longe a torre içada aos céus que lhe revela a morada
de seu Deus, pulsa-lhe o coração de alegria, semelhante ao do filho carinhoso ao
avistar o teto paterno que há muito não vê.








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