Pastoral do Acolhimento

Pastoral do Acolhimento
" Acolher uns aos outros como Cristo nos acolheu, para a glória de Deus." Rm 15,7

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domingo, 22 de julho de 2012

O MALIGNO SEMEIA GUERRA, DEUS CRIA PAZ

"O Maligno semeia guerra; Deus cria paz”. É a mensagem que o Papa Bento XVI lançou hoje na sua alocução que precedeu a oração mariana do Angelus em Castel Gandolfo. De facto – disse o Papa aos fiéis reunidos no pátio interno da Residência Apostólica de verão -, o Maligno procura sempre arruinar a obra de Deus, semeando divisão no coração humano, entre corpo e alma, entre o homem e Deus, nas relações interpessoais, sociais, internacionais, e também entre o homem e a criação”.

Para fazer essa reflexão o Papa partiu da memória litúrgica deste domingo. “Entre as "ovelhas perdidas" que Jesus conduziu à salvação há também uma mulher chamada Maria, originária do vilarejo de Magdala, no Lago de Galileia, e por isso chamada de Madalena. Hoje a Igreja recorda a sua memória litúrgica. Diz o Evangelista Lucas que dela Jesus fez sair sete demónios (cf. Lc 8,2), ou seja, a salvou de uma total escravidão do mal. E o Papa continuou:

“No que consiste esta cura profunda que Deus realiza através de Jesus? Consiste em uma paz verdadeira, completa, fruto da reconciliação da própria pessoa e de todos os seus relacionamentos: com Deus, com os outros, com o mundo”.
Citando a Carta de São Paulo aos Efésios, o Papa acrescentou: “Cristo é a nossa paz. De dois povos, ele fez um só. Na sua carne derrubou o muro da separação: isto é a inimizade. Para realizar essa obra de reconciliação radical de Jesus, o Bom Pastor, teve que se tornar o Cordeiro, "... o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (Jo 1,29).
Bento XVI afirma que as leituras bíblicas deste domingo recordam que “Deus é o Pastor da humanidade”:
“Isto significa que Deus quer para nós a vida, quer nos guiar a bons prados, onde podemos nos alimentar e descansar; não quer que nos percamos e que morramos, mas que cheguemos ao destino do nosso caminho, que é precisamente a plenitude da vida. Isso é o que todo pai e toda mãe quer para seus filhos: o bem, a felicidade, a realização”.
Em seguida concedeu a todos a sua Bênção Apostólica.
Antes de se despedir dos mais de 4 mil fiéis presentes em Castel Gandolfo, Bento XVI recordou que dentro de alguns dias terá início em Londres, a 30ª Edição dos Jogos Olímpicos:
“As Olimpíadas são o maior evento esportivo mundial do qual participam atletas de muitas nações e, como tal se reveste de um forte valor simbólico. Por isso a Igreja Católica o vê com particular simpatia e atenção. Rezemos para que, segundo a vontade de Deus, os Jogos Olímpicos de Londres sejam uma experiência de fraternidade entre os povos da Terra”.
Saudando os fiéis e peregrinos de língua inglesa o Santo Padre se disse “profundamente chocado pela insensata violência que ocorreu em Aurora, Denver”, na chacina dentro de um cinema na qual perderam a vida pelo menos 12 pessoas e outras 50 ficaram feridas; o Papa se disse entristecido também pela perda de vidas no recente desastre com um barco perto de Zanzibar.
“Compartilho a angústia das famílias e dos amigos das vítimas e dos feridos, especialmente as crianças. Asseguro a todos a minha proximidade na oração e concedo a todos a minha Bênção com penhor de consolação e força em Cristo ressuscitado”.




Fonte: Papa Bento XVI

sábado, 21 de julho de 2012

A IGREJA UNA SANTA, CATÓLICA E APOSTÓLICA

 
 
 
A Santa Igreja foi fundada por nosso Senhor Jesus Cristo (Atos 20,28). A finalidade da Igreja de Cristo é a salvação do homem. É somente na Igreja que a união total do homem e Deus toma lugar, e essa união é a condição básica para a salvação.

Com o seu sofrimento na Cruz do Senhor Jesus Cristo realizou a expiação do pecado humano (João 1,29; Heb. 7,27) e por seu Santo Sangue Ele fundou a Igreja (Atos 20:28), de modo que em Nela vivemos nele Ele e para Ele (2 Coríntios. 5,14-15).

Portanto, não há garantia de salvação fora da Igreja. Somos levados à Igreja pela fé no Senhor Jesus Cristo, pois o Senhor disse que iria fundar a Igreja sobre a confissão de fé (Mat 16,18). Os membros da Igreja são justificados pela graça de Deus (Rm 3,24-30) e salvos pelo poder de Deus (Rm 1,16) por meio da fé em Cristo e Sua ressurreição (Rom. 10,09) e pelas obras de fé ( Tiago 2,17-26).

A Igreja é Una, como o Senhor Que a fundou a Uno (João 10,18). A Igreja é santa, pois ela vive, age e pensa pelo Espírito Santo (Atos 1,5; 8,15, 9:17). A Igreja é católica, pois seu rebanho tem um coração e uma só alma (Atos 4,32) e sua catolicidade é dominante. A Igreja é apostólica, pois ela mantém a sucessão apostólica através imposição das mãos dos seus hierarcas (Atos 6,6; 14,23, 20,28), e na manutenção da sagrada Tradição Apostólica(2 Tessalonicenses. 2,15).

São Paulo chama a Igreja do Corpo místico de Cristo (Ef 1,22-23), e essa definição da Igreja como Corpo de Cristo não é um símbolo ou uma abstração, mas uma expressão da vida real da Igreja mística, indicando a real união entre Deus e o homem em Cristo. Por um lado, fundada por Deus, a Igreja recebeu o seu ser e existe fora da ordem normal da vida humana e não pode ser comparada com esta porque Ela é um fenômeno cheio de um profundo mistério.

Por outro lado, no entanto, a Igreja é uma comunidade de pessoas unidas pela fé Católica, a sua doutrina, a hierarquia, e os Sacramentos. O lado humano é mutável e imperfeito, mas a Igreja é santa e divina, porque ela é santificada pelo sangue de Jesus Cristo e os dons do Espírito Santo, que dá humanidade a verdadeira vida em Deus. A Igreja serve para estabelecer o Reino de Deus na Terra, pois Ela está predestinada por Cristo para servir como um meio de transfigurar o mundo a Luz da Verdade do Evangelho e tornar-se o fermento do Reino de Deus (Mt 13,33 ). A Igreja é coluna e baluarte da verdade, pois ela é a Igreja do Deus vivo, que é a própria Verdade. Portanto, tudo nela é verdade , presente na confissão de fé, na santificação pelos Sacramentos, na outorga da graça, na vida de acordo com o ensino de Deus e Suas promessas.

As palavras coluna e baluarte da verdade expressam a sua firmeza e imutabilidade. Os Apóstolos, como o próprio Cristo, ensinam haver uma única Igreja, que ensina a unidade de todos em Deus: Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados para a esperança a que pertence a seu convite, um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos nós, que é acima de tudo e por todos e em todos "(Ef 4,4-6). A unidade da Igreja é fundada sobre o amor mútuo de todos os membros da Igreja: Se nos amarmos mutuamente, Deus permanece em nós e o seu amor é em nós aperfeiçoado (1 João 4:12).

Porque é precisamente a partilha desses laços de amor que constituem a Igreja, o verdadeiro Corpo de Cristo, e por esta razão o Senhor nos manda amar uns aos outros (João 15,17). É através da oração oferecida na unidade de espírito que a unidade da Igreja é alcançada. A unidade da Igreja existe pelo poder da graça divina no Espírito Santo. A unidade de todos os membros da Igreja com Cristo e entre si existe em sua forma mais elevada no sacramento da Eucaristia na Comunhão do Corpo e Sangue de Cristo: O cálice de bênção que abençoamos, não é uma comunhão no sangue de Cristo? O pão que partimos, não é a comunhão do corpo de Cristo? Porque há um só pão, nós que somos muitos, formamos um só corpo, porque todos participamos do mesmo pão (1 Cor. 10,16-17).
A unidade da Igreja é protegida pelos Cânones instituídos nos Concílios Ecumênicos, nas regras dos Santos Padres da Igreja, na Sagrada Tradição. A existência de Igrejas Católicas locais não contradiz a unidade da Igreja. O fato de que elas estão separadas em sua organização visível, não as impede de serem espiritualmente membros do corpo maior de uma única Igreja Universal, ou de partilhar um único chefe, Cristo e o mesmo espírito de fé e de graça. Esta unidade tem sua expressão visível em uma única confissão de fé e de comunhão na oração e os sacramentos. As Igrejas Católicas locais continuamente mantem a comunhão eucarística, honram e respeitam as tradições de cada Igreja, e sempre mostram a sua preocupação uma com a outra, no amor mútuo. Se a Igreja é uma unidade, esta também é divina e santa por sua natureza e essência. Ela foi fundada por nosso Senhor Jesus Cristo e santificada pela sua paixão e seu Santo Sangue. A Igreja é santificada pelo poder de Cristo Salvador (João 17,11-19). A Igreja é santa, por força do ensinamento de Cristo. Através das boas novas do Evangelho, o Senhor revela Sua vontade aos homens, os chamando a salvação e indica o caminho para esta salvação e santidade (Hb 4,12). O Espírito Santo tem sua morada permanente na Igreja, a enche com a Sua graça santificante (1 Cor. 12,13). O Espírito santifica homens e desperta-lhes atos de abnegação e santidade (1 Coríntios. 3,16-17; Rom. 8,1-15). No Serviço divino, nos Sacramentos, no sermão, no ritual, nos cânticos, no jejum, na oração, no ícone, na arquitetura, em tudo temos o selo do dom do Espírito Santo, direcionado para a salvação do homem.

A grande assembleia dos santos é um testemunho vivo da santidade da Igreja. Esta é uma prova da realidade da vida e da ação da graça divina nas almas dos homens. A Igreja é santa também através das vidas daqueles seus filhos, que, buscando a perfeição cristã, dedicaram-se inteiramente para o cumprimento da vontade de Deus, nos Seus Santos Mandamentos.

A medida em que uma pessoa preserva sua santidade é a medida em que continua a ser um membro da Igreja. Nosso pecado nos coloca fora da Igreja. Alguns indivíduos tornam-se membros da Igreja de Cristo, em virtude de haver rudimentos da santidade neles. É por isso que o processo da graça da salvação consiste em nossa santificação completa, a eliminação completa do pecado, tanto na comunidade dos crentes quanto na dos indivíduos separados.
A Fé na Igreja não é um substituto para a fé em Deus. Pois para se acreditar na Igreja é preciso acreditar que Ela é o Corpo místico de Cristo (Ef 1 -. 22-23), e que Nela ha concentração de graça ,onde o homem recebe na terra a santificação, e a morada da graça de Deus em toda as épocas, até o fim do mundo (Mat. 16:18; 28:20, Ef. 3,21).

Ter fé na Igreja significa venerar na piedade a verdadeira Igreja de Cristo e obedecer seus ensinamentos e mandamentos na convicção de que ela é preenchida com a graça salvadora que nos orienta e nos ensina, e que se derrama de seu Único e Eterno Chefe nosso Senhor Jesus Cristo.



Porque Ela é o Corpo de Cristo, a Igreja está em plena posse de tudo que é necessário para a santificação do homem e da salvação pela graça. Nosso Senhor Jesus Cristo, o divino Fundador da Igreja, que ensinou aos homens a ter fé, amor e caridade, pediu aos homens ter fé em Deus como seu Senhor. acima de tudo E como ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, mas pelo Espírito Santo (1 Cor. 12,3), temos de comungar no santuário em que o Espírito Santo habita permanentemente, e que nós chamamos de Igreja. A fé em Cristo nos leva para a Igreja, e a vida em Cristo é a vida na Igreja. Assim, quem não acredita na Igreja, também não acredita em Deus.


A vida cristã é impossível sem a fé na Igreja, sem se ater na Igreja. É impossível compreender o ensinamento de Cristo e estar em comunhão com Cristo sem a Igreja, pois a nossa salvação não se dá apenas como uma recompensa por uma vida justa, mas também consiste na fusão gradual da nossa vida com a vida da Igreja, isto é, o Corpo de Cristo. A Igreja regenera e renova todos os que entram Nela, vitalizando e elevando o homem, tornando-o apto para uma nova vida santa em Cristo. Não há nada de arbitrário ou acidental na Igreja. Tudo nela tem lugar através da ordenação de Deus.

Tudo o que foi prescrito pela Igreja deve ser lei para todos e cada um de nós. O cristão também acredita na Igreja, porque a obediência à Igreja é a obediência a Deus e servindo a Igreja, ele serve a Deus e ganha o seu consentimento. O Senhor inspira o homem com a fé na Igreja através de Sua graça, chamando-o para a vida da Igreja. O cristão sente o poder da Graça Divina agindo sobre ele através dos sacramentos, dos ritos e de toda a ordem da vida este homem alcança uma convicção inabalável da verdade em sua fé na Igreja Santa, católica e Apostólica.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

 
 
 
 
Um garotinho protestante de apenas 6 anos sempre ouvia seus amiguinhos católicos rezando a Ave Maria, ele gostou tanto da oração que copiou-a num papel e recitava-a todos os dias. "Olha mamãe que oração linda", disse o garotinho a sua mãe um dia. "Nunca a repita meu filho!", respondeu a mãe. Esta e' uma oração supersticiosa dos católicos, que adoram ídolos e pensam que Maria é uma espécie de Deusa. Quando na verdade ela não passa de uma mulher como outra qualquer. Pegue esta Bíblia e leia, nela encontramos tudo o que devemos e não devemos fazer.

Daquele dia em diante o garoto cessou suas Ave Marias diárias, e se dedicou mais a leitura da Bíblia. Um dia quando lia Evangelho, o garoto leu a passagem da Anunciação do Anjo a Nossa Senhora. Cheio de alegria, o garoto correu até sua mãe e disse: Mamãe, eu achei a Ave Maria na Bíblia, aonde diz: 'Ave cheia de graça, o Senhor e' convosco, bendita sois vós entre as mulheres. ' Por que a senhora chamou esta oração de supersticiosa?

Numa outra ocasião ele encontrou a linda saudação de Santa Isabel á Virgem Maria, encontrou também o maravilhoso Cântico MAGNIFICAT, no qual Maria é profetizada: "as gerações a chamarão bem aventurada".

O garotinho não mais comentou tais passagens com sua mãe, mas voltou a recitar suas Ave-Marias todos os dias, como fazia anteriormente. Ele sentia prazer em recitar aquelas fascinantes palavras para a Mãe de Jesus, Nosso Salvador.

Aos 14 anos, ele escutou os membros de sua família discutindo entre eles sobre Nossa Senhora. Todos eles diziam que Maria era uma mulher comum como qualquer outra. O garoto, depois de ouvir estas absurdas afirmações, não aguentou mais ouvir tais insultos e com indignação interrompeu-os dizendo: "Maria não é como qualquer filha de Adão, manchada pelo pecado. Não! O anjo chamou-a de Cheia de Graça e Bendita entre todas as mulheres. Maria é a mãe de Jesus Cristo, e consequentemente mãe de Deus. Não existe dignidade maior para com uma criatura. O Evangelho nos conta que as gerações chamarão de abençoada/bem aventurada, e vocês desmerecendo e menosprezando-a? Seus espíritos não são os mesmos do Evangelho ou da Bíblia, que proclamam ser a fundação da Religião Cristã".

A fala do garoto deixou uma impressão tão profunda que conseguiu, por várias vezes, fazer sua mãe chorar de dor. "Ah meu Deus! Tenho medo deste meu menino um dia se juntar a religião católica, a religião dos Papas!".

E realmente não demorou muito, depois de um sério estudo sobre o Protestantismo e o Catolicismo, o garoto descobriu mais tarde a ÚNICA e VERDADEIRA religião, e abraçou-a, se tornando um de seus mais ardentes apóstolos.

Algum tempo após sua conversão, ele encontrou com sua irmã casada que censurou-o dizendo: Você sabe o quanto eu amo meus filhos. Se algum deles um dia desejar virar católico, eu preferirei perfurar o coração deles com um punhal do que permiti-los abraçar a religião dos Papas.

A fúria dela era tão profunda quanto à de São Paulo antes de sua conversão. De qualquer forma, ela iria mudar esse seu jeito, igual a São Paulo no caminho a Damascus. Ocorreu então que um dos filhos dela ficou perigosamente doente, e os médicos já haviam perdido a esperança de recuperação.

Aí o irmão chegou até ela e conversou afetivamente dizendo: Minha querida irmã, naturalmente você deseja que sua criança seja curada. Muito bem então, o que eu lhe pedir, apenas faça! Siga-me, vamos rezar uma Ave Maria e prometer a Deus que, se sua criança recuperar a saúde, você irá estudar seriamente a Doutrina Católica, e você chegará à conclusão de que o catolicismo é a única e verdadeira religião, e não importa quão grande seja este sacrifício, mas você irá abraçar esta fé.

Sua irmã estava relutante no começo, mas como ela desejava a recuperação do seu filho, ela aceitou a proposta do irmão e rezou a Ave Maria com ele. No dia seguinte o filho dela estava completamente curado. A mãe cumpriu sua promessa e estudou a Doutrina Católica. E após uma longa preparação, ela recebeu o sacramento do Batismo juntamente com o restante de seus familiares, e agradeceu seu irmão por ter sido um apóstolo para ela.

Essa história foi relatada num sermão dado pelo Rev. Fr. Tuckwell (Padre Tuckwell), que continuou o sermão dizendo: "O garoto que virou católico e converteu sua irmã e familiares ao catolicismo, dedicou sua vida inteira ao serviço de Deus. Aquele garoto virou padre e está a falar com vocês neste exato momento! O que sou, devo a Nossa Senhora".

"Vocês também meus caros fiéis, sejam totalmente dedicado á Nossa Senhora, e nunca se esqueçam de passar ao menos um dia sem rezar esta linda oração, a Ave Maria e o Terço. Peça á Ela para iluminar as mentes protestantes que estão separadas da Igreja de Cristo, fundada na rocha (Pedro), e da qual as portas do inferno não prevalecerão contra ela." Mateus XVI, 18

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Segredo de Dom Eugênio foi atender a vontade de Deus, diz Dom Orani

A Missa das Exéquias pelo Cardeal Eugênio de Araújo Sales foi presidida pelo Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, às 15h desta quarta-feira, 11, na Catedral São Sebastião, na capital carioca.

Logo no início da Celebração, Dom Orani fez um agradecimento pelos 30 anos de serviço prestado por Dom Eugênio Sales à arquidiocese do Rio de Janeiro, além de sua missão na arquidiocese de Natal (RN) e São Salvador (BA), e fez um pedido ao Senhor: "Peçamos ao Senhor que o receba junto dele para que ele tenha a alegria perpétua".
Vídeos.: Mensagem do Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giovanni d'Aniello
.: Homilia de Dom Orani .: Sepultamento de Dom Eugênio de Araújo Sales

Concelebraram os cardeais: Dom Raymundo Damasceno de Assis, Dom Odilo Pedro Scherer, Dom Cláudio Hummes, Dom Geraldo Majella Agnelo, Dom Eusébio Scheid e Dom José Freire Falcão, além de dezenas de bispos e sacerdotes, muitos dos quais ordenados por Dom Eugênio. Também marcaram presença na Santa Missa os familiares do cardeal, autoridades políticas, civis e membros da Igreja Ortodoxa. Estiveram presentes ainda representantes judeus, muçulmanos e afros.

Na homilia, Dom Orani afirmou que o lema de Dom Eugênio "Eu gastarei a minha vida" foi o que ele viveu até o último minuto,
antes de sua morte nessa segunda-feira, 9. "Ele foi o pastor que cuidou do rebanho, enfrentou os lobos, cuidava de todos e se tornou um sinal não só para a Igreja, mas em toda a sociedade", destacou.

A verdadeira "coroa de glória" de Dom Eugênio era sua conformidade com a vontade de nosso Senhor Jesus Cristo, enfatizou Dom Orani. "Esse foi o segredo de todas as suas atividades [...] e sua incansável fidelidade à Igreja e sua doutrina".

Após a Missa, o corpo de Dom Eugênio foi sepultado na cripta da própria Catedral.

A Missa de 7º dia será no próximo sábado, 14, às 9h na Catedral São Sebastião e em todas as Missas nas paróquias da Arquidiocese nesse dia.

Assista a homilia na íntegra



terça-feira, 10 de julho de 2012

Dom Eugênio Sales foi autêntica testemunha do Evangelho, diz Papa




O Papa Bento XVI expressou seus sentimentos de pesar pela morte do Arcebispo Emérito do Rio de Janeiro, Dom Eugênio Sales, num telegrama enviado nesta terça-feira, 10.

Dom Eugênio faleceu na noite desta segunda-feira, 9, aos 91 anos, vítima de um infarto enquanto dormia em sua casa no bairro do Sumaré, na capital carioca.

No telegrama enviado ao Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, o Pontífice ressaltou que Dom Eugênio revelou-se "autêntica testemunha do Evangelho no meio do seu povo”.
Acesse.: NA ÍNTEGRA: Telegrama de Bento XVI sobre a morte de Dom Eugênio

“Recebi a triste notícia do falecimento do venerado Cardeal Eugênio de Araújo Sales, depois de uma longa vida de dedicação à Igreja no Brasil”, disse o Papa no telegrama.

Bento XVI disse ainda dar graças ao Senhor por ter dado à Igreja tão generoso pastor que, nos seus 70 anos de sacerdócio e 58 de episcopado, procurou apontar a todos a senda da verdade na caridade e do serviço à comunidade, em permanente atenção pelos mais desfavorecidos, na fidelidade ao seu lema episcopal: “Impendam et superimpendar” (gastarei e gastar-me-ei por inteiro por vós).

“Enquanto elevo fervorosas preces para que Deus acolha na sua felicidade eterna este seu servo bom e fiel, envio a essa comunidade arquidiocesana, à Igreja no Brasil e a quantos tomam parte nos sufrágios animados pela esperança da ressurreição, uma confortadora bênção apostólica”, concluiu o Papa.

Assista ao vídeo




Trajetória de Dom Eugênio deu bons frutos para a Igreja, diz CNBB

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta terça-feira, 10, uma nota de pesar pela morte do Cardeal Eugênio de Araújo Sales, arcebispo emérito do Rio de Janeiro. O secretário-geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner, manifesta solidariedade com o povo e com os familiares do cardeal, particularmente com seu irmão, Dom Heitor de Araújo Sales, arcebispo emérito de Natal (RN).

Na nota, a CNBB agradece a Deus pela trajetória de Dom Eugênio, "cheia de frutos para a vida da Igreja e do povo". "Dom Eugênio foi uma permanente referência da Igreja nos momentos mais significativos da vida social e política no Brasil. Ele jamais se recusou a dar sua palavra firme, ortodoxa, clara a respeito dos mais importantes princípios da vida moral tanto da pessoa quanto da sociedade", destaca.

Acesse
.: Dom Eugênio deixa grande legado à Igreja Católica
.: Dom Eugênio foi autêntica testemunha do Evangelho, diz Papa.: Presidente Dilma lamenta morte do Cardeal Eugênio Sales
.: Governo do Rio decreta luto por morte de Dom Eugênio
.: Arquidiocese de Salvador pede que fiéis rezem por Dom Eugênio Sales


Por fim, Dom Leonardo enfatiza que "nossa oração nos consola na certeza de sua páscoa [de Dom Eugênio] e na esperança de que esse nosso irmão compartilhava da convicção que nos foi deixada pelo apóstolo de que a 'a coroa da justiça' está reservada para ele pelo Senhor, o justo juiz, que dará essa coroa, não somente a ele, 'mas a todos os que tiverem esperado com amor a sua manifestação' ( 2Tm 4,8)".

O corpo do mais antigo Cardeal da Igreja Católica chegou à Catedral de São Sebastião, no Rio de Janeiro, às 12h desta terça-feira, 10, onde acontece o velório com Missas de duas em duas horas. Nesta quarta-feira, 11, o Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, presidirá a Missa Exequial às 15h, seguida do sepultamento na cripta da mesma Catedral. *A Missa será transmitida ao vivo pela TV Canção Nova

Leia abaixo a nota na íntegra:

A Conferência Nacional dos Bispos (CNBB) recebe, com profundo pesar, a notícia da morte do Cardeal Dom Eugênio de Araújo Sales, arcebispo emérito do Rio de Janeiro (RJ), ocorrida no final da noite desta segunda-feira, 9 de julho de 2012.

Dom Eugênio é uma verdadeira página da história da Igreja no Brasil. Seu caminho de vida percorrido como padre e bispo está associado aos marcos do trajeto feito pela comunidade dos discípulos missionários de Cristo neste país. Ordenado padre em 1943, desempenhou trabalho pastoral na então diocese de Natal (RN) onde veio a ser bispo auxiliar da já arquidiocese de Natal, em 1954, por nomeação do Papa Pio XII.

Nomeado como arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, em 1968, criado Cardeal no Consistório de 1969, Dom Eugênio ficou na Bahia até ser transferido pelo Papa Paulo VI para a arquidiocese do Rio de Janeiro, em 1971, lugar onde exerceu seu pastoreio até a renúncia aceita pelo Papa João Paulo II, em 2001.

Inspirado pelo seu lema episcopal, “Impendam et Superimpendar” (alusão a 2Cor 12, 15: “Quanto a mim, de muito boa vontade gastarei o que for preciso e me gastarei inteiramente por vós”), Dom Eugênio foi Padre Conciliar do Vaticano II, criador da Campanha da Fraternidade e também apoiou o Movimento de Educação de Base e as Comunidades Eclesiais de Base.

Homem de vasta cultura, sempre teve admiração por parte da sociedade brasileira. Por tudo isso e pela sua expressão de pastor, Dom Eugênio foi uma permanente referência da Igreja nos momentos mais significativos da vida social e política no Brasil. Ele jamais se recusou a dar sua palavra firme, ortodoxa, clara a respeito dos mais importantes princípios da vida moral tanto da pessoa quanto da sociedade.

Era um comunicador que chegava, com facilidade, ao entendimento da opinião pública, mesmo depois de se tornar arcebispo emérito do Rio de Janeiro, Dom Eugênio manteve publicação regular de
seus textos em um blog na internet.

Recentemente, por ocasião da Páscoa deste 2012, ele mesmo determinou que seria publicado um último artigo no qual ele escreveu: “Ao passo que a alegria, presságio do transcendente, faz-nos sentir algo superior às experiências comuns, ela, todavia, acorda em nós o mais próprio, o mais íntimo de nós mesmos. Será que não está inscrita na experiência pura e honesta da alegria uma tênue e todavia forte certeza de que a mais profunda realidade de nosso ser é imagem do eterno? Este estado de alma é como uma atmosfera jubilosa de nossa mente, que se reflete em nossos sentimentos e que se irradia em nossos relacionamentos humanos”.

Despedimos-nos de Dom Eugênio com este sentimento que ele antevia em sua reflexão, isto é, com “presságio de transcendência”. Agradecemos a Deus pela sua caminhada cheia de frutos para a vida da Igreja e do povo e nos solidarizamos com seus familiares, especialmente com seu irmão Dom Heitor Araújo Sales, arcebispo emérito de Natal, com a arquidiocese do Rio de Janeiro e com Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro.

Nossa oração nos consola na certeza de sua páscoa e na esperança de que esse nosso irmão compartilhava da convicção que nos foi deixada pelo apóstolo de que a “a coroa da justiça” está reservada para ele pelo Senhor, o justo juiz, que dará essa coroa, “não somente a ele, “mas a todos os que tiverem esperado com amor a sua manifestação”( 2 Tm 4,8).

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Como é ser católico na China? Veja comentários de um padre chinês



Imagine viver sem poder expressar sua fé, sem poder escolher quantos filhos ter, tendo que submeter seu planejamento familiar e até sua espiritualidade ao poder estatal. Essa ainda é a realidade de muitos habitantes na China, país comunista que adota, desde fins dos anos 70, um rígido controle de natalidade: a política do filho único.

Recentemente, o caso de uma chinesa que teria sido obrigada a abortar seu filho de sete meses chamou a atenção. A criança era o segundo filho da mulher. A medida é uma tentativa de conter o crescimento populacional no país, que em 2011 já tinha ultrapassado a marca de 1,3 bilhão de habitantes. O caso aconteceu na província do Shaanxi, no norte da China.

Em entrevista ao noticias.cancaonova.com, o padre chinês, José Li GuoZhong, que vive no Brasil há 30 anos, comentou o caso e também a atual situação no país de uma das grandes defensoras da vida e, portanto, contrária ao aborto: a Igreja Católica. O padre revelou que os católicos chineses, mesmo em minoria, são perseverantes em sua fé. “Comparando com a população, somos praticamente nada, acho que não chega a 1% da população. Mas mesmo assim os católicos chineses são muito fervorosos e fiéis”.

Veja abaixo a íntegra da entrevista com padre José Li:

noticias.cancaonova.com -
Na China, são comuns situações como a dessa chinesa, em que mulheres são forçadas a abortar seu bebê quando este é seu segundo filho, tendo em vista a política do filho único que vigora no país?

Padre José Li GuoZhong
Eu ia tocar no assunto dessa mesma fotografia que você viu pela internet e saiu numa revista. Eu fiquei impressionado com esta foto. De fato, a política de um filho único na China ainda é muito forte lá no país. Muitos casais, para terem o segundo filho, precisam ter a permissão do governo e pagar uma multa. Quando o casal não consegue pagar uma multa muito grande e não consegue autorização para ter o segundo filho, é forçado a fazer o aborto, como aconteceu com essa mulher que já estava com sete meses de gravidez e foi forçada a fazer o aborto.

noticias.cancaonova.com -
Diante de situações como essa, da política do filho único, seria o caso de lutar mais pela aprovação de mecanismos de defesa da vida, como o estatuto do nascituro, que defende a vida desde a concepção? Como fazer isso na China?

Padre Li –
Com certeza. Nós defendemos a vida e, ao mesmo tempo, o aborto é contra a vida. Num sistema comunista, ditador na China, as pessoas estão sujeitas a fazer um aborto contra a própria vontade e nós precisamos defender a vida sim. Além de rezar, pelas vidas inocentes que foram mortas pelo sistema comunista, a gente precisa rezar pelas mães que sofrem com esse abuso do poder na China. Ao mesmo tempo, a gente deve dar apoio. Se a gente conhecesse a família, a gente daria um apoio a ela que vive nessa situação, não só num caso, mas em milhares de casos na China, sobretudo no
interior do país, onde tem mais esse abuso do poder por parte dos policiais ou das delegacias. Então a gente precisa dar apoio e rezar por essas famílias

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Uma das grandes defensoras da vida e, portanto, contrárias ao aborto, é a Igreja Católica. Qual a situação do catolicismo na China? Como as pessoas vivem essa religião no país?

Padre Li –
A Igreja vive numa situação difícil agora na China por causa de ordenação episcopal sem o conhecimento ou nomeação da parte da Santa Sé. Já houve casos de ter ordenação episcopal sem a aprovação da Santa Sé. Então a Igreja está vivendo numa situação difícil na China e nós rezamos pelo país, embora lá a Igreja seja dividida em duas partes. Uma delas pertence ao governo, a chamamos de Igreja Patriótica e a ordenação que acontece nessa Igreja Patriótica, dirigida pelo governo, é ilícita. Enquanto a Igreja do Silêncio ou Subterrânea ainda é perseguida pelo governo. Nós não temos liberdade total para celebrar o culto, para professar nossa fé na China. Nós temos bastante católicos, mas, comparando com a população, somos praticamente nada, acho que não chega a 1% da população. Mas mesmo assim os católicos chineses são muito fervorosos e fiéis. Uma vez que se tornam católicos, eles são muito perseverantes na fé. Embora nessa situação, em que não há liberdade religiosa e há perseguições em muitos lugares, os católicos procuram viver sua fé, rezar em casa, fazem celebração da palavra e, quando tem o sacerdote, procuram receber o sacramento. Vivem nessa situação de perseguição, mas perseverando na fé.

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Depois de tantos anos morando no Brasil, o senhor já teve oportunidade de voltar à China? O que mudou por lá no que diz respeito à perseguição religiosa?

Padre Li –
Vai fazer 30 anos que estou aqui no Brasil e estou rezando muito pela Igreja na China, a gente nunca se esquece da nossa raiz. Voltei algumas vezes para visitar a família. Embora a situação tenha melhorado bastante, como eu tinha falado ainda não temos a liberdade total de rezar, expressar nossa fé católica e celebrar o culto. Quando eu visito os parentes, percebo que a fé deles é maior do que a nossa, tendo em vista a situação em que eles vivem. Eles têm uma perseverança na fé, um fervor, um zelo pela comunidade, pela nossa Igreja, eles rezam pelo Papa, pela nossa Igreja. Toda vez que eu visito a China, eu também aprendo muito com eles. Em agosto, devo visitar a família.

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Que mensagem o senhor deixaria para que os cristãos possam rezar pela Igreja Católica na China, tendo em vista essas dificuldades que o catolicismo encontra no país?

Padre Li –
Nós precisamos rezar não somente pela Igreja na China, mas por todas as igrejas que são perseguidas. Que nós nunca percamos a esperança e a fé numa circunstância de perseguição e falta de liberdade religiosa. Nós precisamos, além de rezar, aumentar a nossa fé e a nossa confiança em Deus. Ele [Deus] nunca há de deixar faltar a sua graça para quem vive nessa situação. É onde São Paulo fala que a fraqueza manifesta a graça de Deus.


Cartaz da CF 2013 é apresentado na ExpoCatólica



Foi apresentado na noite da última sexta-feira, 6, na ExpoCatólica, em São Paulo, o Cartaz da Campanha da Fraternidade 2013, que tem como tema “Fraternidade e Juventude”, e lema: “Eis-me aqui, envia-me!” (Is 6,8).

Realizada no auditório Cantareira, do Expo Center Norte, a cerimônia contou com a presença de bispos, autoridades civis, sacerdotes, religiosos, jornalistas e empresários.

Para o arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, o cartaz faz um apelo ao jovem para um maior envolvimento na CF 2013 e na preparação da Jornada Mundial da Juventude Rio2013.

"O cartaz coloca em evidência a jovialidade e a alegria. Existem muitos problemas no mundo, mas os jovens olham para frente. E eles têm o direito de olhar com esperança para o futuro. Eu acredito que a Campanha da Fraternidade será uma grande contribuição para que os jovens recebam uma resposta aos seus sonhos", disse o Cardeal.

Segundo o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, Dom Eduardo Pinheiro da Silva, o tema da CF 2013 reforça a opção da Igreja pela juventude.

"Tendo como referência a cruz de Jesus Cristo, o cartaz traz, em primeiro plano, uma jovem que demonstra alegria em resp0nder ao chamado que Deus lhe faz. A Igreja acredita nessa disponibilidade da juventude, nessa resposta do jovem que encontra na sua comunidade a abertura, a provocação e a
oportunidade para um serviço à Igreja e à sociedade", afirmou o bispo.

O diretor geral das Edições CNBB, padre Valdeir Goulart disse que o lançamento oficial será realizado em agosto, em Brasília, junto com o texto base e os subsídios. "Como o cartaz já estava pronto, porque os bispos o escolheram no mês passado, decidimos apresentar na ExpoCatólica, especialmente aos meios de comunicação e aos empresários", explicou.

A Feira acontece até domingo, dia 8. Vários estandes apresentarão suas empresas e produtos no segmento religioso, no ExpoCenter Norte.

A JMJ Rio2013 também está presente no evento, com as novidades para 27ª Jornada Mundial da Juventude. Durante o evento, foram apresentados detalhes da feira em 2013 - que será no Rio de Janeiro, dias antes da JMJ - palco da realização do “Bote Fé Brasil”, evento oficial na JMJ Rio 2013. O “Bote Fé” é realizado pela CNBB todos os meses nas dioceses por onde passam os Símbolos da JMJ - a Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora.

Em 2013, os dois eventos juntos, a ExpoCatólica Rio e Bote Fé Brasil ocuparão 200 mil m² do Centro de Exposições Riocentro, tendo início dentro da programação oficial da Semana Missionária e se estendendo para os dias da Jornada.

Você conhece o fundamento da sua fé?



Sagrada Escritura, Sagrada Tradição e Sagrado Magistério. Essa é a tríade que constitui a base da fé católica, a fonte para que os fiéis sejam conscientes da sua fé. Mas os católicos conhecem o significado desses pilares? Em especial neste ano em que se inicia o Ano da Fé, proclamado pelo Papa Bento XVI, os fiéis terão a oportunidade de redescobrir o verdadeiro sentido da fé que professam por Cristo e pela Igreja.

Para os católicos, a centralidade da fé está no mistério da Eucaristia, instituída pelo próprio Cristo, o que sinaliza a vontade de Deus em permanecer em união com a humanidade.

Para o membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (
CNBB), Dom Murilo Krieger, arcebispo de Salvador (BA) e Primaz do Brasil, uma das características da fé católica é justamente o fato da iniciativa partir de Deus, e não dos homens.
Acesse.: NA ÍNTEGRA: Ouça detalhes sobre os pilares da fé católica na entrevista com Dom Murilo Krieger

“Não somos nós que procuramos Deus, que procuramos conhecê-lo, que tentamos entrar na sua intimidade. Ao contrário: Deus é que se revela a nós. Ele é que tomou a iniciativa", explica o arcebispo.

Sendo assim, Dom Murilo diz que o que resta aos católicos é acreditar em Deus, acolher sua Palavra e colocar em prática seus ensinamentos, o que acaba constituindo o fundamento da fé católica. "É (o fundamento) ouvir o Senhor, acreditar em seus ensinamentos, colocá-los em prática com a graça e força que Ele mesmo nos dá".

Sagradas Escrituras e Tradição

As sagradas escrituras reúnem os ensinamentos que Deus têm para a humanidade. Tais ensinamentos estão presentes no livro sagrado para os católicos: a Bíblia. Mas nem tudo que Deus ensinou está unicamente em forma de escrita.

"A pregação não surgiu assim de um livro que Deus mandou escrever e distribuir. Surgiu de ouvir a Palavra de Deus. Então essa pregação apostólica, hoje nós a temos expressa, de modo especial, nos livros inspirados. Mas esta pregação deve continuar até o fim dos tempos", lembrou Dom Murilo.

O arcebispo de Salvador enfatizou que os apóstolos transmitiram aquilo que receberam a partir do convívio com Jesus e exortaram os fiéis a manterem a tradição que aprenderam, seja oralmente ou por escrito.

"Eu resumo “Tradição” com a expressão seguinte: a tradição é a fé viva daqueles que já morreram. E nós temos conhecimento desta fé. Quando se fala em tradicionalismo, é outra coisa totalmente diferente, é o apego à fórmula, a uma determinada época. Tradicionalismo é a fé morta dos que ainda vivem. Então uma pessoa tradicionalista, apegada ao passado, a um determinado momento da história, tem uma fé morta, embora esteja viva", explicou





O Magistério da Igreja Católica
Além das Sagradas Escrituras e da Sagrada Tradição, a fé católica tem ainda um terceiro fundamento: o Magistério. “Magistério é aquele grupo da Igreja que recebe uma ação especial do Espírito Santo para que esta revelação de Deus não se perca e se mantenha sempre fiel”, explicou Dom Murilo.

Para o arcebispo, fazer o católico conhecer melhor as riquezas de sua fé é hoje uma tarefa desafiadora. Ele diz que é importante lembrar que foi a vontade de Deus que todas as gerações pudessem ter um conhecimento íntegro de suas revelações, o que nem sempre acontece.

“Temos um dom imenso, temos a Palavra de Deus, a Tradição, o Magistério, a unidade sob Pedro, temos os santos, as formas de rezar, os sacramentos, especialmente o da Eucaristia, temos mártires, temos tudo isso e às vezes não conhecemos”.

E o conhecimento da fé católica em sua profundidade vem a partir dessa tríade tão importante para a Igreja e seus fiéis. “Tanto a Sagrada Escritura, como a Sagrada Tradição como o Magistério nos permitem conhecer Deus como Ele se revelou, até o dia em que o veremos face a face e que não precisaremos mais, portanto, da Escritura, nem da Tradição e nem do Magistério porque estaremos diante de Deus contemplando mergulhados na sua misericórdia”

Ano da Fé


Se ainda não são conhecidos em sua plenitude, os pilares da fé católica podem ser melhor estudados e compreendidos durante o Ano da Fé. A proposta de Bento XVI é que esta seja, justamente, uma ocasião de redescobrimento e amadurecimento da fé dos católicos.

“O Papa já pediu que, neste Ano da Fé, nós saibamos dar lugar às Sagradas Escrituras, lembrando que Deus se revelou. Além disso, o Ano da Fé vai nos servir também para destacar o valor da Sagrada Tradição que tem sua força muito grande no Concílio Vaticano II, do qual estaremos, a partir de 11 de outubro, celebrando o cinqüentenário”.

Dom Murilo citou o Catecismo da Igreja Católica como o grande presente dado pelo Magistério da Igreja há 20 anos. Ele lembrou que o Papa pede que, em especial no Ano da Fé, o Catecismo seja mais conhecido, o que significa voltar-se para o essencial.

“Se nesse Ano da Fé nos voltarmos para o essencial, se nos colocarmos sob ação do Espírito Santo, Ele nos ajudará a penetrar nas verdades que Ele revelou à Igreja, verdade que tem como finalidade nos renovar, nos transformar”, disse.

Dom Murilo finalizou dizendo que o Ano da Fé foi uma graça que nasceu do coração de Deus e foi inspirada pelo Espírito Santo a Bento XVI. “Um dom assim temos que acolher com muita alegria e trabalhar para que as riquezas da Igreja estejam à disposição de todos”.

terça-feira, 3 de julho de 2012

A família é a celula base da sociedade.

Bento XVI inicia período de repouso em Castel Gandolfo



Com o início de julho – como de costume –, começa um período de repouso para o Papa Bento XVI. O Santo Padre chegou de helicóptero no final da tarde desta terça-feira, 3, a Castel Gandolfo, onde se encontra a residência pontifícia de verão. Durante todo este mês estão suspensas as audiências privadas e públicas do Papa, com exceção do Angelus dominical.

Ao chegar à cidadezinha do Lácio – situada nos chamados Castelos Romanos, a cerca de 30Km de Roma –, Bento XVI, calorosamente acolhido pelos habitantes de Castel Gandolfo, dirigiu-se a eles com as seguintes palavras:

"Caros amigos, sinto-me feliz por estar aqui para as minhas férias e desejo a todos bom repouso. Esperamos que espiritual e fisicamente possamos revigorar-nos nesta bela pequena cidade circundada pela beleza da criação. Obrigado pela presença de vocês. Felicidades, boas férias para todos."

Papa nomeia novo prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé



O Papa Bento XVI acolheu o pedido de renúncia apresentado já há um ano, ao completar 75 anos, pelo Cardeal William Joseph Levada, aos cargos de Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e de Presidente da Pontifícia Comissão “Ecclesia Dei” da Pontifícia Comissão Bíblica e da Comissão Teológica Internacional. Bento XVI nomeou como sucessor, nestes cargos, o bispo de Regensburg (Ratisbona), Alemanha, Dom Gerhard Ludwig Müller, de 64 anos.

O Cardeal Joseph Levada, dos Estados Unidos, ocupou a direção da Doutrina da Fé ao longo de 7 anos, desde quando seu predecessor, Joseph Ratzinger, eleito Papa após 24 anos de exercício deste cargo, lhe pediu que deixasse a responsabilidade da Arquidiocese de São Francisco para lhe suceder nesta nova responsabilidade.

Foi Dom Gerhard Ludwig Müller que preparou a visita de Bento XVI a Ratisbona em 2006 e a Berlim, Friburgo e outras localidade da Alemanha, em setembro do ano passado.

Confira as intenções de oração de Bento XVI para o mês de julho




Nas intenções de oração para o mês de julho, o Papa Bento XVI reza para que todos tenham um emprego e pelos voluntários cristãos.

O Santo Padre pede, como intenção geral, "para que todos tenham trabalho e o possam realizar em condições de estabilidade e segurança".

E como intenção missionária para este mês, o Papa roga "para que todos os voluntários cristãos, presentes nos territórios de missão, saibam dar testemunho da caridade de Cristo".

Todos os meses, o Pontífice confia suas intenções ao Apostolado da Oração, uma iniciativa que é seguida por milhões de pessoas em todo mundo.

domingo, 1 de julho de 2012

Papa irá a Loreto, a 4 de outubro, rezar pelo Sínodo e pelo Ano da Fé











No dia 4 do próximo mês de Outubro, o Santo Padre deslocar-se-á em peregrinação ao santuário de Nossa Senhora do Loreto, no centro de Itália, para invocar a intercessão da Virgem para a assembleia do Sínodo dos Bispos sobre a nova evangelização e o Ano da Fé, que terão início uma semana depois.
Bento XVI realiza esta viagem precisamente a 50 anos de idêntica deslocação do Papa João XXIII, que desejava deste modo confiar a Nossa Senhora os trabalhos do Concílio Ecuménico Vaticano II que estavam para iniciar a 11 de outubro de 1962. Se o Papa Roncalli viajou de comboio, o atual pontífice deslocar-se-á de helicóptero. A notícia dada nesta sexta-feira, em Loreto, pelo bispo local, foi confirmada pelo diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé.

Infundir, como Jesus, serenidade e esperança nos que sofrem: Papa, ao Angelus, comentando Evangelho do domingo











Restituir serenidade e esperança a quem sofre – é esta a missão dos que assistem as pessoas doentes: recordou-o Bento XVI neste domingo ao meio-dia, na alocução antes do Angelus, na Praça de São Pedro. O Papa comentava o Evangelho do dia, que refere duas curas que Jesus realiza em duas mulheres: a filha de um dos chefes da Sinagoga, e a de uma mulher que sofria de uma hemorragia. Dois episódios – observou – em que se encontram presentes dois níveis de leitura: um puramente físico, e outro espiritual: “nível puramente físico: Jesus inclina-se sobre o sofrimento humano e cura o corpo; e nível espiritual: Jesus veio a curar o coração do homem, a dar a salvação e pede a fé n’Ele”. O Papa insistiu no facto de que “Jesus veio a libertar o ser humano na sua totalidade”. “Estas duas narrativas de cura são para nós um convite a superar uma visão puramente horizontal e materialista da vida”.
Nós pedimos a Deus tantas curas de problemas, de necessidades concretas, e é justo que o façamos – considerou Bento XVI. Contudo, advertiu, “aquilo que precisamos de pedir com insistência é uma fé cada vez mais firme, para que o Senhor renove a nossa vida, e uma grande confiança no seu amor, na sua providência, que não nos abandona”. Ver Jesus assim tão atento ao sofrimento humano leva-nos a pensar também em todos os que ajudam os doentes a levar a sua cruz: médicos, enfermeiros, capelães hospitalares. O Papa considera-os “reservas de amor”, que fornecem serenidade e esperança aos que sofrem”.
Para tratar das pessoas doentes, não basta a competência profissional, aliás sempre necessária. Os seres humanos têm necessidade de humanidade e de atenção do coração. Para além da preparação profissional, o pessoal da saúde tem, portanto, necessidade de uma “formação do coração”, que os conduza àquele encontro com Deus que neles suscite o amor e abra o seu espírito aos outros”. Presentes desta vez, na Praça de São Pedro, peregrinos de língua portuguesa. Bento XVI saudou-os expressamente: “Saúdo cordialmente os fiéis brasileiros de Umuarama e Paranavaí e demais peregrinos de língua portuguesa, sobre cujos passos e compromissos cristãos imploro, pela intercessão da Virgem Mãe, as maiores bênçãos divinas. Deixai Cristo tomar posse da vossa vida, para serdes cada vez mais vida e presença de Cristo! Ide com Deus.”