Pastoral do Acolhimento

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" Acolher uns aos outros como Cristo nos acolheu, para a glória de Deus." Rm 15,7

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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Série Memórias



FUNDADORA DA CONGREGAÇÃO DAS IRMÃZINHAS DA IMACULADA CONCEIÇÃO Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus, a primeira Santa do Brasil, nasce em Vígolo Vattaro, Trento, na Itália, aos 16 de dezembro de 1865. A segunda filha de Antônio Napoleone Visintainer e Anna Domênica Pianezzer, foi batizada no dia seguinte, com o nome de Amábile Lúcia Visintainer.

De família pobre, aos 8 anos trabalha na fábrica de tecidos, onde reparte seu lanche com as meninas mais pobres.
Em 25 de setembro de 1875, aos 9 anos de idade, vem para o Brasil, estabelecendo-se em Nova Trento, SC. Amábile cresce marcada pelo trabalho na roça e pela piedade recebida de seus pais.


15 aos 25 anos, juntamente com Virgínia Nicolodi, dedica-se à missão que lhes confiara o pároco, Pe. Augusto Servanzi, SJ (sacerdote jesuíta): catequese às crianças, assistência aos enfermos e cuidado da Capela São Jorge.
Entre 1888-1890, Amábile sonha, por três noites consecutivas, com Nossa Senhora de Lourdes, que lhe faz este pedido: “É meu ardente desejo que comeces uma obra; trabalharás pela salvação de minhas filhas!” Sem saber do que se tratava, Amábile deu seu sim ao pedido de Nossa Senhora, acreditando que Deus abriria os caminhos para a realização deste sonho.
No dia 12 de julho de 1890, Amábile, juntamente com e Virgínia, sai da casa paterna, para cuidar de Ângela Lúcia Viviani, com câncer em fase terminal, transferindo-se para o casebre denominado Hospitalzinho São Vigílio, em Vígolo, Nova Trento, SC. Com este gesto de solidariedade, Amábile dá início à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição.
Em 1894, por sugestão do superior da missão dos padres jesuítas, Amábile e suas amigas Virgínia e Teresa Maule passam a residir na sede em Nova Trento, sem abandonar o apostolado na localidade de Vígolo.
Em 1895, Nova Trento recebe a primeira visita do bispo Dom José de Camargo Barros que dá a aprovação diocesana à Congregação no dia 25 de agosto de 1895 e autoriza ao Padre Luiz Maria Rossi, SJ, a preparar as jovens para os votos religiosos.
Aos 07 de dezembro de 1895, acontece a Profissão Religiosa das 3 primeiras Irmãs, que passaram a assumir novos nomes: Amábile – Irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus; Virgínia - Irmã Matilde da Imaculada Conceição; Tereza – Irmã Inês de São José.
No primeiro dia de fevereiro de 1903, Madre Paulina é eleita pelas Irmãs, Superiora Geral “ad vitam“, isto é, por toda a vida, da nova Congregação.
No mesmo ano, parte de Nova Trento para São Paulo, onde iniciam uma instituição de assistência aos idosos negros ex-escravos e crianças órfãs, junto ao Santuário da Sagrada Família, na Colina do Ipiranga. Assim era chamada a região onde, em 1822, fora proclamada a Independência do Brasil. Esta instituição existe até hoje, com o nome de Educandário Sagrada Família, onde são atendidas atualmente 160 crianças e adolescentes. Desta localidade dá-se a expansão da Congregação para o interior de São Paulo.
No ano de 1909, Madre Paulina é deposta do cargo de Superiora Geral da Congregação, pelo Arcebispo de São Paulo, D. Duarte Leopoldo e Silva. De espírito iluminado e numa atitude de obediência, acolhe com humildade esta provação e manifesta que seu único desejo é que a Congregação vá adiante e que Jesus seja conhecido, amado e adorado por todos, em todo o mundo. Em seguida, é enviada para Bragança Paulista, no interior do Estado de São Paulo. Vive e trabalha durante um ano na Santa Casa de Misericórdia, na assistência aos doentes e nove anos no Asilo São Vicente de Paulo, entre os pobres e idosos, sem poder nunca mais ocupar cargo algum na Congregação.
“Se o grão de trigo que cai na terra não morrer, não pode produzir fruto”. (João 12,24).
Madre Paulina viveu com intensidade o tempo que lhe foi destinado viver “embaixo da terra”, provando sua santidade, assumindo a realidade e a missão que lhe foi proposta e vivendo profundamente a intimidade com Deus, chegando a dizer: A presença de Deus me é tão intima que me parece impossível perdê-la e esta presença proporciona à minha alma uma alegria que não posso explicar.
Em 1918, é chamada pela Superiora Geral, Madre Vicência Teodora da Imaculada Conceição, para residir na Casa Madre, no Ipiranga, São Paulo, para servir de fonte à historiadora da Congregação e ser luz e orientação para as Irmãzinhas. Neste mesmo local, morre aos 09 de julho de 1942.
Atualmente este local é a sede das Irmãzinhas da Imaculada Conceição (Casa Geral), onde reside a Coordenação Geral e encontra-se o Memorial Santa Paulina, que traz à luz a história da sua vida e missão da Congregação.
Aos 18 de outubro de 1991, o Papa João Paulo II, proclama beata ou bem aventurada, Madre Paulina, em solene celebração realizada em Florianópolis, SC.

Em 19 de maio de 2002, acontece em Roma, Itália, a sua Canonização. João Paulo II declara para o mundo a Santidade de Madre Paulina, por ser ela uma heroína da vida cristã a quem se pode prestar culto em toda a Igreja.
Hoje, as Irmãzinhas da Imaculada Conceição continuam sua missão, seguindo os passos de Jesus, marcando presença em 15 Estados do Brasil e nos seguintes países: Itália, Nicarágua, Guatemala, Colômbia, Argentina, Bolívia, Chile e no continente africano: Moçambique, Chade e Camarões.


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