Pastoral do Acolhimento

Pastoral do Acolhimento
" Acolher uns aos outros como Cristo nos acolheu, para a glória de Deus." Rm 15,7

Tv Canção Nova

TV da Canção Nova

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Série Memórias



Hélder Pessoa Câmara, nasceu na cidade de Fortaleza, estado do Ceará, no dia 7 de fevereiro de 1909. Filho de João Eduardo Torres Câmara Filho, maçom, jornalista, crítico teatral e funcionário de uma firma comercial. Sua mãe D. Adelaide Pessoa Câmara, era professora primária. Formaram uma família simples e tiveram treze filhos, dos quais somente oito conseguiram sobreviver, os demais morreram vítimas de uma epidemia de gripe, que assolou a região no ano de 1905.
O décimo primeiro filho do casal recebeu o nome de Hélder, por escolha do pai, que é a denominação de um pequeno porto, situado na Holanda.
A sua tendência religiosa veio a florescer a partir dos quatro anos de idade, devido a influência dos padres lazaristas, que atuavam na Arquidiocese de Fortaleza, conhecido por Seminário da Prainha.
Recebeu sua primeira eucaristia aos oito anos de idade e aos quatorze entrou no Seminário da Prainha de São José, em Fortaleza, onde fez os cursos preparatórios, e depois cursou filosofia e teologia. Durante os estudos sempre demonstrou desenvoltura nos debates filosóficos e teológicos.
Na festa da assunção de Nossa Senhora, comemorada no dia 15 de agosto de 1931, o seminarista Hélder, foi ordenado sacerdote, por especial autorização da Santa Sé, em virtude de ainda não ter completado a idade mínima exigida para ordenação, que era a de 24 anos.
Sua primeira missa foi celebrada no dia seguinte a sua ordenação aos 22 anos de idade.
Em seguida foi nomeado diretor do Departamento de Educação do Estado do Ceará, cargo que exerceu por cinco anos.
Depois foi transferido para o Rio de Janeiro, onde morou e trabalhou por 28 anos. Colaborou com revistas católicas, organizou o XXXVI Congresso Eucarístico Internacional, exerceu funções na Secretaria de Educação do Rio de Janeiro e no Conselho Nacional de Educação, fundou a Cruzada São Sebastião, para atender favelados e o Banco da Providência, destinado a ajudar famílias pobres.
O Conselho Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no dia 20 de abril de 1952, o elegeu Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro. No período em que permaneceu lá, exerceu o cargo de Secretário Geral da CNBB, implantou os ideais da Organização, promovendo interação entre os bispos do Brasil, participou de congressos para atualização e adaptação da Igreja Católica aos tempos modernos, sobretudo integrando a Igreja na luta em defesa da justiça e cidadania.
Aos 55 anos, Dom Hélder Câmara, foi nomeado Arcebispo de Olinda e Recife. Assumiu a Arquidiocese, em 12 de março de 1964, permanecendo neste cargo durante vinte anos. Na época em que tomou posse como Arcebispo em Pernambuco, o Brasil encontrava-se em pleno domínio da ditadura militar. Momento político este, que o tornou um líder contra o autoritarismo e os abusos aos direitos humanos, praticado pelos militares
Desempenhou inúmeras funções, principalmente em Organizações não Governamentais, movimentos estudantis e operários, ligas comunitárias contra a fome e a miséria.
Como sacerdote representante da Igreja Católica, Dom Helder pôde levantar a sua voz em defesa da comunidade sem vez e sem voz na escala social. Teve como ideário nas suas pregações a luta pela fé cristã e a caridade aos pobres e oprimidos.
Paralelamente às atividades religiosas, Dom Helder criou projetos e organizações pastorais, destinadas a atender às comunidades do Nordeste, que viviam em situação de miséria.
Devido a sua atuação política e social, sua pregação libertadora em defesa dos mais pobres, seja pela denúncia da exploração dos países subdesenvolvidos, ou pela sua pastoral religiosa em prol da valorização dos pobres e leigos, foi chamado de comunista, e passou a sofrer retaliações e perseguições por parte das autoridades militares. Foi impedido de ter acesso aos meios de comunicação de massa e de divulgar suas mensagens durante todo o período ditatorial.
Apesar de tudo, a personalidade de Dom Hélder ganhava, cada vez mais, dimensão no Brasil e no exterior. Recebia, constantemente, convites para proferir palestras e presidir solenidades nas universidades brasileiras e em instituições internacionais.
No final da década de 90, com o apoio de outras instituições filantrópicas, lançou oficialmente, na Fundação Joaquim Nabuco, a campanha Ano 2000 Sem Miséria. Para ele era grande o constrangimento em saber que, às vésperas do segundo milênio do nascimento de Jesus Cristo, milhares de pessoas ainda vivessem na miséria.
Dom Hélder escreveu diversos livros que foram traduzidos em vários idiomas, entre os quais, japonês, inglês, alemão, francês, espanhol, italiano, norueguês, sueco, dinamarquês, holandês, finlandês.
Recebeu cerca de seiscentas condecorações, entre placas, diplomas, medalhas, certificados, troféus e comendas.
Foi orador de massas no Brasil e no exterior, onde expressou, com densidade e força, seus ideais, posicionamentos, questionamentos religiosos, políticos e sociais. Foi distinguido com 32 títulos de Doutor Honoris Causa, vinte e quatro prêmios dos mais diversos órgãos internacionais. Diversas cidades brasileiras concederam-lhe cerca de 30 títulos de cidadão honorário.
O Arcebispo D. Hélder Câmara é lembrado na história da Igreja Católica Apostólica Romana, no Brasil e no mundo, como um Apóstolo, que soube honrar o Brasil e usar o carisma de defensor da paz e da justiça para os filhos de Deus.
No dia 27 de agosto de 1999, a figura do grande peregrino do povo, com sua aparência frágil e a palavra forte, vitimada por uma parada cárdio-respiratória, calou a voz, para dar início a infinita caminhada para a verdadeira vida, que era assim como ele via morte.
"[...] quando dou pão aos pobres,chamam-me de santo, quando pergunto pelas causas da pobreza, me chamam de comunista [...]"Dom Hélder Câmara "O DOM da Paz"

Celina Borges-Tudo Posso-Musica Catolica

Bento XVI reflete sobre ruptura com Deus dentro da Igreja


Na manhã desta quarta-feira, 29, a meditação do Papa Bento XVI e da Cúria Romana foi dedicada ao tema da ruptura da comunhão com Deus, especialmente no interior da Igreja.

O
autor da meditação, o Arcebispo de Kinshasa, Cardeal Laurent Monsengwo Pasinya, propôs a Bento XVI e aos membros da Cúria Romana, reunidos na Capela Redemptoris Mater do Palácio Apostólico, duas reflexões intituladas “O amor do mundo” e “Os anticristos ou a falta de fé em Jesus, o Cristo”.

Na tarde desta quarta-feira, a meditação do programa é intitulada “O pecado do sacerdote”. As meditações são inspiradas na primeira Carta de São João.

Os exercícios espirituais seguem até este sábado, 3, sobre o tema central "A comunhão do cristão com Deus". Devido ao retiro, a Catequese do Papa desta quarta-feira foi suspensa.

Cometer erros ou fazer milagres?

Imagem de Destaque




Tomar uma decisão nunca foi tarefa fácil, afinal, decidir implica escolher, e escolher uma coisa é inevitavelmente abrir mão de outra. Desta forma, perdas e ganhos se entrelaçam na arte de escolher e viver. A cada dia, a vida nos oferece novas descobertas, e a oportunidade de decidir nos acompanha do nascer ao pôr do sol, estejamos ou não conscientes disso. No entanto, nossas escolhas podem ser até inconscientes, mas não voluntárias. Elas trazem consequências e são impulsionadas por nossos sentimentos, objetivos e tantos outros fatores. Além disso, nossas escolhas trazem também consequências para a vida de outros, já que ninguém vive totalmente isolado neste mundo.

Madre Teresa de Calcutá, em um momento difícil na congregação por ela fundada, escreveu às filhas espirituais (irmãs da caridade): “Sejam amáveis umas com as outras. Prefiro que cometam erros com amabilidade, a que façam milagres com falta dela. Sejam amáveis sempre. Contemplem a amabilidade de Nossa Senhora, vejam como ela falava, como ela agia. Olhem para seu exemplo. Ela podia perfeitamente ter revelado a São José a mensagem do Anjo a respeito do nascimento de Cristo, mas escolheu o silêncio, não disse uma palavra. E a essa altura, vendo seu amor, Deus interveio diretamente em seu favor. Maria guardava todas estas coisas no seu coração, eis a grande lição! E quem nos dera podermos guardar todas as nossas palavras no coração dela.


Para que tanto sofrimento e tantas incompreensões? Basta uma simples palavra, um olhar, uma pequena ação sem amor e o coração da vossa Irmã mergulha na escuridão. Não deve ser assim. Peçam a Nossa Senhora que vos encha o coração de doçura”.

É como se Madre Teresa nos dissesse com a vida até mais do que com as palavras: decidam-se pelo amor, pois esta é a única força que pode mudar o mundo. E por saber do quanto precisamos de referências, ela nos mostra o melhor exemplo: a Virgem Maria. Aliás, acredito que na hora de tomar decisões é sempre muito importante a ajuda de quem nos conhece e nos ama, de preferência que esta pessoa não esteja envolvida no caso.
Mesmo que a decisão seja só nossa, outra pessoa pode nos ajudar no sentido de avaliar bem “os dois lados da moeda”.

Papa nomeia novo bispo auxiliar do Rio de Janeiro



Nesta quarta-feira, 29, o Papa Bento XVI nomeou monsenhor Luiz Henrique da Silva Brito, como novo Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro. O Santo Padre acolheu a solicitação do Arcebispo Dom Orani João Tempesta de poder contar com a colaboração de mais um Bispo Auxiliar.

Sua ordenação episcopal será no dia 12 de maio de 2012, sábado, às 8h30, na Catedral Metropolitana de São Sebastião, no Rio de Janeiro.

Até a nomeação, monsenhor Luiz Henrique exercia várias funções na Diocese de Campos (RJ), onde era incardinado e, desde o dia 30 de junho de 2010 era pároco da Paróquia São Benedito, em Campos.

Fluminense de São Gonçalo, nasceu no dia 19 de maio de 1967. Foi ordenado presbítero em 14 de dezembro de 1991.

Em nota, Monsenhor Luiz Henrique manifestou a alegria de integrar a Arquidiocese do Rio de Janeiro, unindo-se ao Arcebispo Metropolitano e aos Bispos Auxiliares.

“Existem grandes desafios evangelizadores em uma metrópole tão grande quanto o Rio de Janeiro, contudo, aqui quero doar-me totalmente em estreita comunhão com o caríssimo Dom Orani, Bispos Auxiliares e Presbíteros, para que o amor de Deus seja conhecido por todos”, afirmou.

Por ocasião da publicação da nomeação, Dom Orani acolheu o novo Bispo Auxiliar, anunciando aos diocesanos a novidade.

“Monsenhor Luiz Henrique, seja bem-vindo ao Rio de Janeiro! Seja bem-vindo como novo Bispo Auxiliar desta histórica e bela metrópole! Seja bem-vindo entre nós! O povo de Deus, que aqui caminha, o acolhe e o abraça!”, salientou o Arcebispo.

08 De março de internacional da Mulher

04 - A Resposta Católica: Por que preciso batizar o meu filho quando cri...

Faça valer à pena!

TV CN - GRITOU A DEUS E FOI OUVIDO -GOTAS DE ESPERANÇA.

Estudo Bíblico

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Quaresma Tempo privilegiado de conversão



O glorioso São Jose

Quem tem Deus nada teme

Uma Nova Catequese

Gotas de Esperança - Marcio Mendes - TVCN

Série Memórias



Nhá Chica pode ser a próxima beata do Brasil


Em 1818, quando a pequena Francisca, tinha apenas 10 anos de idade, a mãe passou desta vida para a outra, deixando aos cuidados de Deus e da Virgem Maria aquelas duas crianças, de 10 anos Nhá Chica e, de 12 o Teotônio. Órfãos de mãe, sozinhos no mundo, aqueles meninos cresceram sob os cuidados e a proteção de Nossa Senhora, que pouco a pouco foi conquistando o coração de Nhá Chica. Esta, a chamava carinhosamente de “Minha Sinhá” que quer dizer: “Minha Senhora”, e nada fazia sem primeiro consultá-la.

Nhá Chica soube administrar muito bem e fazer prosperar a herança espiritual que recebera da mãe. Nunca se casou. Rejeitou com liberdade a todas as propostas de casamento que lhes apareceram. Foi toda do Senhor. Se dava bem com os pobres, ricos e com os mais necessitados. Atendia a todos os que a procuravam, sem discriminar ninguém e, para todos tinha uma palavra de conforto, um conselho ou uma promessa de oração. Ainda muito jovem, era procurada para dar conselhos, fazer orações e dar sugestões para pessoas que lidavam com negócio. Muitos, não tomavam decisões sem primeiro consultá-la, e para tantas pessoas, ela era considerada uma “santa”, todavia em resposta para quem quis saber quem ela, realmente, era, respondeu com tranquilidade: “... É porque eu rezo com fé.“

Sua fama de santidade foi se espalhando de tal modo que pessoas de muito longe começaram a frequentar Baependi para conhecê-la, conversa com ela, falar-lhe de suas dores e necessidades e, sobretudo para pedir-lhe orações. A todos, atendia com a mesma paciência e dedicação, mas nas sextas feiras, não atendia a ninguém. Era o dia em que lavava as próprias roupas e se dedicava mais à oração e à penitência. Isso porque sexta-feira é o dia que se recorda a Paixão e a Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo para a salvação de todos nós. Às Três horas da tarde, intensificava suas orações e mantinha uma particular veneração à Virgem da Conceição, com a qual tratava familiarmente como a uma amiga.

Nhá Chica era analfabeta, pois não aprendeu a ler nem escrever, desejava somente ler as Escrituras Sagradas, mas alguém as lia para ela, e a fazia feliz. Compôs uma Novena à Nossa Senhora da Conceição e em Sua honra, construiu, ao lado de sua casa, uma Igrejinha, onde venerava uma pequena Imagem de Nossa Senhora da Conceição que era de sua mãe e, diante da qual, rezava piedosamente para todos aqueles que a ela se recomendavam. Essa Imagem, ainda hoje, se encontra na sala da casinha onde ela viveu, sobre o Altar da antiga Capela.

Em 1954, a Igreja de Nhá Chica foi confiada à Congregação das Irmãs Franciscanas do Senhor que desde então abriu, bem ao lado da Igreja, uma obra de assistência social para Menores, que vem sendo mantida por benfeitores devotos de Nhá Chica. Hoje a “Associação Beneficente Nhá Chica” (ABNC) acolhe mais de 160 crianças entre meninas e meninos.

Ao longo dos anos, a “Igrejinha de Nhá Chica”, depois de ter passado por algumas reformas, é hoje o “Santuário Nossa Senhora da Conceição” que acolhe Peregrinos de todo o Brasil e de diversas partes do mundo. Muitos fiéis que o visitam, lhe pedem favores. Tantos voltam para agradecer e registram suas graças recebidas. Atualmente, no “Registro de graças do Santuário”, podem-se ler aproximadamente 20.000 graças alcançadas por intermédio de Nhá Chica.

A Venerável morreu no dia 14 de junho de 1895, contando 87 anos de idade, mas foi sepultada somente no dia 18, no interior da Capela por ela construída. As pessoas que ali estiveram sentiram exalar-se de seu corpo um misterioso perfume de rosas durante os quatro dias de seu velório. Tal perfume foi novamente sentido no dia 18 de junho de 1998, 103 anos depois, por Autoridades Eclesiástica e por membros do Tribunal Eclesiástico pela Causa de Beatificação de Nhá Chica e, também, pelos Pedreiros, por ocasião da exumação do seu corpo. Os restos Mortais da Venerável se encontram, hoje no mesmo lugar, no interior do Santuário Nossa Senhora da Conceição em Baependi, protegidos por uma Urna de acrílico colocada no interior de uma outra de granito, onde são venerados pelos fiéis.


Processo de Beatificação
Nhá Chica


Ainda em vida Nhá Chica passou a ser aclamada pelo povo como ‘a Santa de Baependi’, por sua fé e clarividência. Já foi Serva de Deus, título que recebeu oficialmente da Congregação das Causas dos Santos do Vaticano, em 1991 e hoje é reconhecida como Venerável, uma vez que o Santo Papa Bento XVI, na manhã da sexta-feira, dia 14 de janeiro de 2011, aprovou as suas virtudes heroicas.

A causa de canonização de Nhá Chica está aguardando desde 2007 o anúncio de sua beatificação. A grande graça atribuída a Nhá Chica refere-se a professora Ana Lúcia Meirelles Leite, moradora de Caxambu, Minas Gerais.

Ana Lúcia foi curada de um problema congênito muito grave no coração, sem precisar passar por cirurgia, apenas pelas orações de Nhá Chica. O fato se deu em 1995. A graça foi aceita pelo Vaticano, que analisa o pedido de beatificação.

O início da campanha pela canonização se deu em 1952. A instalação da Comissão em prol da Beatificação teve início em 1989 e depois em definitivo foi instalada em 14 de janeiro de 1992.

Em 1991, Nhá Chica recebeu da Congregação das Causas dos Santos do Vaticano o título de Serva de Deus.

Já o Processo Informativo Diocesano começou em 16 de julho de 1993, tendo sido encerrado em 1995, quando foi para Roma. O Relator deste processo foi o Pe. José Luís Gutiérrez. A causa ficou parada até 1998, quando assumiram como Postulador Frei Paolo Lombardo (ofm) e como vice-postuladora Ir. Célia Cadorin (ciic).

Em 18 de junho de 1998 foi feito o reconhecimento dos restos mortais de Nhá Chica, na presença de autoridades eclesiásticas, de membros do Tribunal Eclesiástico pela Causa de Beatificação de Nhá Chica, da Comissão Histórica e de médicos legistas. Ainda em 1998, o Tribunal Eclesiástico Pela Causa de Beatificação de Nhá Chica apresentou à Diocese de Campanha um provável milagre para ser enviado e analisado pelo Vaticano.

A publicação da ‘Positio’, documento que reúne todos os dados e testemunhos recolhidos durante a fase Diocesana, corresponde à primeira etapa do processo de beatificação e aconteceu no dia 30 de outubro de 2001. O documento seguiu para o Vaticano para ser apreciado pela Congregação das Causas dos Santos.

Em 30 de abril de 2004, os religiosos brasileiros reunidos na 42ª Assembléia Geral de Bispos do Brasil (CNBB) assinaram um documento pedindo pela beatificação de Nhá Chica. O documento que reuniu 204 assinaturas de Bispos de 25 estados brasileiros foi encaminhado pela Diocese de Campanha ao então Papa João Paulo II.

No dia 8 de junho de 2010, no Vaticano, deram parecer favorável às virtudes da Serva de Deus Nhá Chica, e no dia 14 de janeiro de 2011, Papa Bento XVI aprovou as suas virtudes heroicas: castidade, obediência, fé, pobreza, esperança, caridade, fortaleza, prudência, temperança, justiça e humildade. Este foi mais um passo em direção à beatificação. A próxima etapa deverá acontecer em breve com o estudo do milagre da cura, por intercessão de Nhá Chica, da professora de Caxambu, Ana Lúcia Meirelles Leite que sofria de problemas cardíacos (leia sobre o milagre). Após aprovada nesta etapa, Nhá Chica pode receber o título de Beata, estando assim mais próxima da beatificação pela Santa Sé.

Gotas de Esperança - quem vos uniu foi Deus.

6. O que Deus revela ao homem?


Deus, em sua bondade e sabedoria, revela-se ao homem. Com ações e palavras revela a si mesmo e a seu desígnio benevolente, que desde oda a eternidade preestabeleceu em Cristo a favor dos homens. Esse desígnio consiste em fazer com que, pela graça do Espírito Santo, todos os homens participem da vida divina, como seus filhos adotivos no seu único Filho. 50-55 68-69

03 - A Resposta Católica: Qual a situação dos casais em segunda união? -...

Consumação e plenitude da revelação em Cristo


4. Depois de ter falado muitas vezes e de muitos modos pelos profetas, falou-nos Deus nestes nossos dias, que são os últimos, através de Seu Filho (Heb. 1, 1-2). Com efeito, enviou o Seu Filho, isto é, o Verbo eterno, que ilumina todos os homens, para habitar entre os homens e manifestar-lhes a vida íntima de Deus (cfr. Jo. 1, 1-18). Jesus Cristo, Verbo feito carne, enviado «como homem para os homens» (3), «fala, portanto, as palavras de Deus» (Jo. 3,34) e consuma a obra de salvação que o Pai lhe mandou realizar (cfr. Jo. 5,36; 17,4). Por isso, Ele, vê-lo a Ele é ver o Pai (cfr. Jo. 14,9), com toda a sua presença e manifestação da sua pessoa, com palavras e obras, sinais e milagres, e, sobretudo com a sua morte e gloriosa ressurreição, enfim, com o envio do Espírito de verdade, completo totalmente e confirma com o testemunho divino a revelação, a saber, que Deus está conosco para nos libertar das trevas do pecado e da morte e para nos ressuscitar para a vida eterna.

Portanto, a economia cristã, como nova e definitiva aliança, jamais passará, e não se há de esperar nenhuma outra revelação pública antes da gloriosa manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo (cfr. 1 Tim. 6,14; Tit. 2,13).

Leve mais a sério as ordens de Deus



Esta é a vontade de Deus: “a nossa santificação” (I Ts 4,3).

Deus tem um plano para a nossa vida. Ele quer nos fazer à imagem de Seu Filho! Dentro desse projeto, O Altíssimo age como um hábil arquiteto. O nosso protótipo é Jesus Cristo. Fazem parte de um projeto os momentos difíceis, as situações dolorosas problemas e dificuldades. Uma vez que o nosso projeto não é só uma construção, mas uma transformação, a realização de um ser, mas também acontecem momentos dolorosos: por causa da nossa dureza, desobediência, indocilidade e rebeldia.

“Quem se apega aos meus mandamentos e os observa, este me ama: ora, aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu, por minha vez, o amarei e me manifestarei a ele” (Jo 14,21).

Muitos dizem: “Não consigo amar a Deus com a emoção de gostaria”. Mas não se trata de sentimento. O começo do amor ao Senhor é árido: é levar a sério e colocar em prática os Seus mandamentos. Amar a Deus é algo muito concreto. Amamos mais com vontade do que com sentimentos. A vontade do Pai é que sigamos os Seus mandamentos, e a Palavra de Deus contém muitas ordens. Precisamos levar a sério os preceitos do Senhor, guardar os Seus mandamentos. Colocá-los em prática é realizar o amor a Deus. “Quem se apega aos meus mandamentos e os observa, este me ama”. O amor de Deus é algo concreto: é levar a sério os seus sentimentos.

O mundo desvirtuou de tal maneira a nossa mente que não levamos mais a sério as ordens de Deus. Agimos como crianças distraídas e até malcriadas que nem ligam para o que os pais dizem. Deus Pai fala, mas os homens nem ligam. Não levamos em conta os Seus mandamentos.

“Quem se apega aos meus mandamentos e os observa, este me ama: ora, aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu, por minha vez, o amarei e me manifestarei a ele. Judas, não o Iscariotes, lhe disse: ‘Senhor, como é possível que tenhas de te manifestar a nós e não ao mundo?’ Jesus lhe respondeu: ‘Se alguém me ama, observará a minha palavra, e meu Pai o amará; nós viremos a ele e estabeleceremos a nossa morada. Aquele que não me ama não observa as minhas palavras’” (Jo 14,21-24).

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Arcebispo de Salvador divulga nota sobre greve da Polícia Militar na Bahia

dommurilogrevepmbahia












A arquidiocese de Salvador (BA) emitiu ontem, 7, uma nota sobre a greve dos policiais militares do estado da Bahia. O arcebispo metropolitano, dom Murilo Krieger, participou, como intermediador, das negociações entre grevistas e governo do estado.
Dom Murilo falou de seu papel como intermediador e no fim fez um apelo: “Como mediador, não me cabe falar do resultado das negociações. O que posso assegurar é que não me alinhei com nenhuma das partes, porque meu compromisso era e é com o povo da Bahia. A Bahia quer paz; a Bahia precisa de paz; a Bahia tem direito de ter paz. Por isso, venho agora conclamar todos - isto é, Governo, associações de militares, homens e mulheres de boa vontade – para, juntos, construirmos a paz”, disse o Primaz do Brasil.
Leia agora a íntegra da mensagem de dom Murilo Krieger, arcebispo de Salvador:
Nota oficial da arquidiocese de Salvador da Bahia sobre a greve de parte dos policiais militares do estado
Diante dos tristes acontecimentos dos últimos dias, que tiraram a paz da cidade de Salvador e do Estado da Bahia, senti-me na obrigação de colocar-me à disposição tanto do Governo do Estado como das entidades representativas das diversas associações que congregam militares da Polícia Militar para, pelo diálogo, se conseguir a conciliação.
Aceita minha mediação, coloquei minha casa à disposição de todos para os encontros que, em horas assim, se fazem necessários. Minha oferta foi acolhida e, praticamente ao longo de vinte e quatro horas, ali estive reunido com tais representantes.
Como mediador, não me cabe falar do resultado das negociações. O que posso lhes assegurar é que não me alinhei com nenhuma das partes, porque meu compromisso era e é com o povo da Bahia.
A Bahia quer paz; a Bahia precisa de paz; a Bahia tem direito de ter paz. Por isso, venho agora conclamar todos - isto é, Governo, associações de militares, homens e mulheres de boa vontade – para, juntos, construirmos a paz. A paz é um dom de Deus e, por isso, devemos pedi-la; mas a paz é, também, fruto de nosso trabalho. Foi isso que afirmou Jesus no Sermão da Montanha: “Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5,9).
Em vista do retorno à vida normal em nossas cidades, peço a você, meu amigo, minha amiga: desarme seu coração. Quem exige um desarmamento total, e não só dos corações, é o bem comum, é o bem da sociedade baiana. Nestes meus dez meses de Bahia, descobri que o povo baiano é acolhedor, é trabalhador e festivo; é um povo pacífico por natureza. Esse povo merece o melhor de nossos esforços e toda a nossa dedicação. Na luta pela paz não há vencidos nem vencedores: há irmãos e irmãs que merecem o respeito de todos.
Peçamos a Jesus Cristo, o Príncipe da Paz, que derrame sobre nós a sua paz; que ele nos dê o dom da sabedoria, para escolhermos o bem; e que nos dê a capacidade de, juntos, construirmos a paz.
Salvador, 7 de fevereiro de 2012.
Dom Murilo S. R. Krieger, scj
Arcebispo de São Salvador da Bahia / Primaz do Brasi
l

Comissão do Pontifício Conselho para os Leigos chega ao Rio para conferir preparativos da JMJ

redentor2



















Nesta segunda-feira, 27 de fevereiro, chega ao Rio de Janeiro uma comissão do Pontifício Conselho para os Leigos (PCL) – organismo do Vaticano responsável pela organização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Integram a comitiva o presidente do PCL, Cardeal Stanislaw Rylko, o responsável pela seção Jovem conselho, padre Eric Jacquinet, e o presidente da Fundação João Paulo II para a Juventude, Marcello Bedescci, além do padre João Wilkes Chagas.
A comissão recepcionada pelo arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta deve ficar na cidade por cinco dias. A agenda inclui a participação em reuniões com os representantes do Comitê Organizador Local (COL) da JMJ Rio2013 e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
A visita se encerra com um Encontro com a Juventude, marcado para o próximo dia 1º de março. Este evento, que será realizado na igreja Sant’Ana no centro da cidade, será um momento de oração pelos preparativos da JMJ diante de Jesus Sacramentado.

Igreja apóia tratamentos para fertilidade



A infertilidade representa um grave problema médico que atinge cerca de 15% da população mundial, chegando a 30% nos países em desenvolvimento. Reconhecendo o sofrimento que este problema pode causar na vida de muitos casais católicos, a Pontifícia Academia para a Vida organizou um workshop intitulado “Diagnóstico e Terapia da infertilidade”.

Cientistas ilustres de diversas partes do mundo se encontraram entre os dias 23 a 25 de fevereiro, em Roma, para discutir as causas hormonais médicas e anatômicas da infertilidade feminina e aquelas que comprometem a capacidade reprodutiva masculina.

Em entrevista para o noticias.cancaono.com, o chanceler deste órgão vaticano, padre Enzo Pegararo salienta que a Igreja Católica apóia as pesquisas científicas para o tratamento da infertilidade, respeitando a dignidade do ser humano. Confira a entrevista.

noticias.cancaonova.com - Este é o primeiro workshop sobre o tema da infertilidade promovido por esta academia?

Pe. Enzo Pegararo - Este é o primeiro evento que tem por objetivo oferecer uma ocasião importante de grande valor científico para abordar os casos e causas de infertilidade e quais os tratamentos para resolver esse problema.

A convenção quer insistir sobre a prevenção. A comunidade científica e toda sociedade deve fazer mais para prevenir, evitar, para ajudar os casais para que não tenham problema quanto à fertilidade.

Esta convenção também pretende ver como difundir ainda mais as informações. As conclusões dessa convenção ainda serão publicadas como suplementos.

noticias.cancaonova.com - Quais tratamentos a Igreja Católica recomenda a seus fiéis?

Pe. Enzo Pegararo - A Igreja recomenda aos fiéis que sejam cuidadosos e atentos para sua própria fertilidade para não perdê-la, apelando para a responsabilidade de cada um para uma vida saudável, evitando a transmissão de doenças sexualmente transmitidas e tudo aquilo que pode fazer perder a fertilidade.

Um dos aspectos importantes, especialmente no ocidente, é também a idade da mulher na primeira gravidez. Isso requer uma mudança de estilo de vida, programação das escolhas, do trabalho, da família, portando uma maior atenção para não se encontrar aos 40 anos pensando então em ter um filho.

E depois, a Igreja encoraja toda a comunidade médica e científica para elaborar curas que resolvam esse problema, sejam tratamentos hormonais, cirúrgicos ou psicológicos. Tudo isso é moralmente aceitável pela Igreja.

noticias.cancaonova.com - Estes tratamentos são acessíveis para todos?

Pe. Enzo Pegararo - Muitos desses tratamentos são acessíveis, porque já fazem parte do conhecimento médico geral, como certos tratamentos hormonais ou intervenções cirúrgicas de reparação ou correção. É preciso agora melhorar. Em alguns países pode ser mais difícil, pois falta estrutura, conhecimento ou experiência concreta, mas isso é um problema geral. É preciso garantir o tratamento para todos aqueles que precisam.

noticias.cancaonova.com - Caso as tentativas de gravidez não sejam bem sucedidas, qual deve ser a atitude do casal católico? Por que a Igreja não é favorável a reprodução assistida e as técnicas de reprodução em vidro?

Pe. Enzo Pegararo - A Igreja encoraja tudo que é prevenção, reconhecendo o valor precioso da fertilidade, e também encoraja todos os tratamentos em relação a isso, reconhecendo que tudo aquilo que se faz deve respeitar a dignidade da pessoa, da integridade do copo, do significado também da sexualidade, do relacionamento entre sexualidade e procriação. A Igreja vê que não é moralmente aceitável o uso da técnica como a reprodução assistida ou a reprodução em vidro, onde tem uma manipulação, uma intervenção excessiva da técnica que compromete o relacionamento conjugal e a dignidade do casal e também do nascituro.

Portanto, é preciso compreender até que ponto a medicina e a ciência podem ajudar e quais são os limites disso, para que estejam realmente a serviço do homem, de maneira compatível com os valores que estão em jogo.

Na questão da reprodução em vidro, especificamente, há o problema dos milhares de embriões perdidos e as conseqüências disso. E também é preciso desmentir certa mitologia que há em torno da reprodução em vidro, pois os percentuais de sucesso são muito modestos. Para uma mulher de 40 anos ou mais, os porcentuais de sucesso estão entre 5% e 10%.

Agora como ajudar um casal que sofre por não poder ter filhos? É preciso garantir compreensão, ajuda e apoio psicológico, espiritual e social para que este casal sinta-se sempre casal, para que possam dar o amor que possuem, para o bem de tantos e serviço a comunidade na adoção e em outras tantas formas para que eles possam transmitir esse amor e transmitir vida.

Série Memórias

 
 
Madre Teresa de Calcutá, cujo nome verdadeiro é Agnes Gonxha Bojaxhiu, (Skopje, 27 de Agosto de 1910 — Calcutá, 5 de Setembro de 1997) foi uma missionária católica albanesa, nascida na República da Macedónia e naturalizada indiana.
Considerada a missionária do século XX, concretizou o projecto de apoiar e recuperar os desprotegidos na Índia.

Através da sua congregação "Missionárias da Caridade", partiu em direcção à conquista de um mundo que acabou rendido ao seu apelo de ajudar o mais pobre dos pobres.


O início de uma jornada
Partiu para a Índia em 1931, para a cidade de Darjeeling, onde fez o noviciado no colégio das Irmãs de Loreto. No dia 24 de maio de 1931, fez a profissão religiosa, e emitiu os votos temporários de pobreza, castidade e obediência tomando o nome de "Teresa". A origem da escolha deste nome residiu no fato de ser em honra à monja francesa Teresa de Lisieux, padroeira das missionárias, canonizada em 1927 e conhecida como Santa Teresinha.
De Darjeeling passou para Calcutá, onde exerceu, durante os anos 30 e 40, a docência em Geografia no colégio bengalês de Sta Mary, também pertencente à congregação de Nossa Senhora do Loreto. Impressionada com os problemas sociais da Índia, que se refletiam nas condições de vida das crianças, mulheres e velhos que viviam na rua e em absoluta miséria, fez a profissão perpétua a 24 de maio de 1937.
Com a partida do colégio, tirou um curso rápido de enfermagem, que veio a tornar-se um pilar fundamental da sua tarefa no mundo.

Em 1946, decidiu reformular a sua trajetória de vida. Dois anos depois, e após muita insistência, o Papa Pio XII permitiu que abandonasse as suas funções enquanto monja, para iniciar uma nova congregação de caridade, cujo objetivo era ensinar as crianças pobres a ler. Desta forma, nasceu a sua Ordem – As Missionárias da Caridade. Como hábito, escolheu o sári, nas cores — justificou ela — "branco, por significar pureza e azul, por ser a cor da Virgem Maria". Como princípios, adotou o abandono de todos os bens materiais. O espólio de cada irmã resumia-se a um prato de esmalte, um jogo de roupa interior, um par de sandálias, um pedaço de sabão, uma almofada e um colchão, um par de lençóis, e um balde metálico com o respectivo número.

Começou a sua atividade reunindo algumas crianças, a quem começou a ensinar o alfabeto e as regras de higiene. A sua tarefa diária centrava-se na angariação de donativos e na difusão da palavra de alento e de confiança em Deus. No dia 21 de dezembro de 1948, foi-lhe concedida a nacionalidade indiana. A partir de 1950 empenhou-se em auxiliar os doentes com lepra.

Em 1965, o Papa Paulo VI colocou sob controle do papado a sua congregação e deu autorização para a sua expansão a outros países. Centros de apoio a leprosos, velhos, cegos e doentes com HIV surgiram em várias cidades do mundo, bem como escolas, orfanatos e trabalhos de reabilitação com presidiários.

Um serviço ao mundo
Ao primeiro lar infantil ou "Sishi Bavan" (Casa da Esperança), fundada em 1952, juntou-se o "Lar dos Moribundos", em Kalighat.
Mais de uma década depois, em 1965, a Santa Sé aprovou a Congregação Missionárias da Caridade e, entre 1968 e 1989, estabeleceu a sua presença missionária em países como Albânia, Rússia, Cuba, Canadá, Palestina, Bangladesh, Austrália, Estados Unidos, Ceilão, Itália, antiga União Soviética, China, etc.
O reconhecimento do mundo pelo seu trabalho concretizou-se com o Templeton Prize, em 1973, e com o Nobel da Paz, no dia 17 de outubro de 1979.
Morreu com 87 anos, mas o seu trabalho missionário continua através da irmã Nirmala, eleita no dia 13 de março de 1997 como sua sucessora. Tratado como um funeral de Estado, vários foram os representantes do mundo que quiseram estar presentes para prestar a sua homenagem. As televisões do mundo inteiro transmitiram em directo durante uma semana, os milhões que queriam vê-la no estádio Netaji. No dia 19 de outubro de 2003, o Vaticano beatificou Madre Teresa. Hoje a sua Congregação reúne 3 mil freiras e 400 irmãos, em 87 países, dando apoio aos mais necessitados em cerca de 160 cidades.

Oração de Madre Teresa de Calcutá - Reflexão
Muitas vezes o povo é egocêntrico, ilógico e insensato,
- Perdoe-o assim mesmo.
Se você é gentil, o povo pode acusá-lo de egoísta e interesseiro.
- Seja gentil assim mesmo.
Se você for um vencedor, terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros.
- Vença assim mesmo.
Se você é honesto e franco, o povo pode enganá-lo.
- Seja honesto e franco assim mesmo.
O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para outra.
- Construa assim mesmo.
Se você tem paz e é feliz, o povo pode sentir inveja.
- Seja feliz assim mesmo.
O bem que você faz hoje, o povo pode esquecê-lo amanhã.
- Faça o bem assim mesmo.
Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante.
- Dê o melhor de você assim mesmo.
Veja você que, no fim das contas, é entre VOCÊ E DEUS.
- Nunca foi entre você e o povo.

GOTAS DA ESPERANCA - A MISERICORDIA TRIUNFA SOBRE O JULGAMENTO - MONSENH...

02 - A Resposta Catolica: Qual a situação dos casais em segunda união? -...

Como se pode falar de Deus?

Pode-se falar de Deus a todos e com todos, a partir das perfeições do homem e das outras criaturas, as quais são um reflexo, embora
limitado, da infinita perfeição de Deus. É preciso, todavia, purificar continuamente a nossa linguagem de tudo o que contém de
imaginativo e de imperfeito, sabendo-se que não se poderá jamais exprimir plenamente o infinito mistério de Deus. 59-45 48-49

Angelus do Papa será twittado



Em breve, a oração do Angelus e os seus discursos mais importantes do Papa serão twittados. Esta foi a notícia divulgada pelo Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, que esta semana colocou à disposição no site "Pope2you" a Mensagem para a Quaresma dividida em 40 "tweet".

Em entrevista à Rádio Vaticano, o presidente do Pontifício Conselho, Dom Claudio Maria Celli, explica que esta é uma iniciativa criada alguns anos atrás para os jovens, e que registra milhares de acessos de várias partes do mundo.

“Com a ajuda do Pontifício Conselho Cor Unum, escolhemos pequenas frases, pensando que este seja um modo para que os jovens conheçam a mensagem do Papa, pois é o meio que eles mais usam”, salientou.

Ao justificar esta escolha, Dom Celli, afirma que o dicastério acredita que os jovens tenham uma capacidade de ressonância muito grande, assim com o "tweet" as palavras do Papa podem ser redistribuídas, relançadas e disseminadas.

“E então diria que isso evoca a imagem do Evangelho: o pequeno grão de mostarda que, semeado no terreno, produz grandes ramos onde as aves do céu podem repousar. Este é o nosso desejo: ao utilizar as novas tecnologias, que a Mensagem do Papa para a Quaresma possa ressoar amplamente e frutificar no coração dos jovens”, destaca.

Mas o presidente do dicastério das comunicações diz que a data do lançamento ainda não foi definida. Segundo ele, o Santo Padre já aprovou a iniciativa, assim ele espera que o lançamento aconteça em breve.

“E não somente com o Angelus, mas, por exemplo, com discursos do Papa sobre um determinado país, quando pede colaboração, ajudas ou com algumas festas do nosso calendário religioso: a mensagem de Natal, da Páscoa. Através do "tweet", essas palavras podem chegar ao coração de muitas pessoas, que talvez nunca leriam um discurso do Papa. Também aqui, mais uma vez, o Pontífice demonstra sua sensibilidade para as oportunidades que as novas tecnologias oferecem à comunicação”, salienta.

Escolhidos como sementes de uma nova geração




Se você soubesse que foi escolhido para uma seleção de futebol, de vôlei ou de basquete, com certeza não estranharia as exigências dos treinadores: a indicação de não beber, de não fumar, de ter uma alimentação adequada, noites de sono, e tantos exercícios físicos.

Deus nos escolheu como semente de uma nova geração, e por isso está se esmerando na preparação dessas sementes, para que nenhuma delas se perca. Quando semeamos sementes velhas, mal selecionadas, num canteiro bem preparado, podemos regar e tomar todos os cuidados, mas, infelizmente, a maior parte delas não nascerá. Deus Pai não quer que isso aconteça conosco.

Deus Pai quer produzir uma geração de homens e mulheres novos. Sabendo disso, o demônio quer exterminar a riqueza da humanidade: a nossa juventude. O maligno quer exterminá-la com o sexo desregrado, a bebida, as drogas e as consequências todas que vêm daí. Talvez você tenha entrado por esses caminhos errados. Volte! Faça uma boa confissão. Recomece tudo de novo. Você é capaz de permanecer na graça de Deus. É necessário ser coerente. O Todo-poderoso lhe dará forças para superar, mas é preciso força de vontade: decisão. E isso cabe a você.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Missa de Envio do Padre Alex De Oliveira


No dia 18 de março às 17h30min acontecerá na Paróquia São Miguel de Cotegipe a Missa de Envio do Padre Alex de Oliveira, para a Paróquia São Sebastião do Passé na cidade de São Sebastião do Passé-Ba, tendo permanecido por seis anos como nosso pastor agora Deus o chama para outra realidade pastoral, é com muita saudades que a Pastoral do Acolhimento deseja ao Padre Alex, que o Espirito Santo renove os seus votos e aumente o seu ardor missionário.
É com muita alegria que fazemos uma pequena homenagem com um refrão de uma música que tanto ouvimos cantar:
“Fidelidade do Padre fidelidade de Cristo fiel a ele e ao povo de Deus ser Sacerdote é isso”...

O outro lado de Bento XVI

01 - Resposta Católica: Por que os casais amasiados não podem comungar?

Gotas de Esperança - Padre Leo - TVCN

Série Memórias


Irmã Dulce morreu em 13 de março de 1992, pouco tempo antes de completar 78 anos. A fragilidade com que viveu os últimos 30 anos da sua vida, com a saúde abalada seriamente - tinha 70% da capacidade respiratória comprometida - não impediu que ela construísse e mantivesse uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país, batendo de porta em porta pelas ruas de Salvador, nos mercados, feiras livres ou nos gabinetes de governadores, prefeitos, secretários, presidentes da República, sempre com a determinação de quem fez da própria vida um instrumento vivo da fé.
Segunda filha do dentista Augusto Lopes Pontes, professor da Faculdade de Odontologia, e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes, ao nascer em 26 de maio de 1914 em Salvador, Irmã Dulce recebeu o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes. Aos 13 anos, ela já havia transformado a casa da família, na Rua da Independência, 61, num centro de atendimento a pessoas carentes. É nessa época que ela manifesta pela primeira vez o desejo de se dedicar à vida religiosa, após visitar com uma tia áreas onde habitavam pessoas pobres.
A sua vocação para trabalhar em benefício da população carente teve a influência direta da família, uma herança do pai que ela levou adiante, com o apoio decisivo da irmã, Dulcinha.
Em 8 de fevereiro de 1933, logo após a sua formatura como professora, Maria Rita entrava para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. Pouco mais de um ano depois, em 15 de agosto de 1934, era ordenada freira, aos 20 anos de idade, recebendo o nome de Irmã Dulce, em homenagem à sua mãe.
A primeira missão de Irmã Dulce como freira foi ensinar em um colégio mantido pela sua congregação no bairro da Massaranduba, na Cidade Baixa, em Salvador. Mas, o seu pensamento estava voltado para o trabalho com os pobres. Já em 1935, dava assistência à comunidade pobre de Alagados e de Itapagipe, também na Cidade Baixa, área onde viriam a se concentrar as principais atividades das Obras Sociais Irmã Dulce.
Os primeiros anos do trabalho da jovem missionária foram intensos. Em 1936, ela fundava a União Operária São Francisco, primeiro movimento cristão operário da Bahia. Em 1937, funda, juntamente com Frei Hildebrando Kruthaup, o Círculo Operário da Bahia, mantido com a arrecadação de três cinemas que ambos haviam construído através de doações - o Cine Roma, o Cine Plataforma e o Cine São Caetano. Em maio de 1939, Irmã Dulce inaugurava o Colégio Santo Antônio, escola pública voltada para operários e filhos de operários, no bairro da Massaranduba.
Nesse mesmo ano, Irmã Dulce invadiu cinco casas na Ilha dos Ratos, para abrigar doentes que recolhia nas ruas. Expulsa do lugar, ela peregrinou durante uma década, levando os seus doentes por vários lugares, até, por fim, instalá-los no galinheiro do Convento Santo Antônio, que improvisou em albergue e que deu origem ao Hospital Santo Antonio, o centro de um complexo médico, social e educacional que continua com as portas abertas para os pobres da Bahia e de todo o Brasil.
O incentivo para construir a sua obra, Irmã Dulce teve do povo baiano, de brasileiros dos diversos estados e de personalidades internacionais. Em 1988, ela foi indicada pelo então presidente da República, José Sarney, com o apoio da Rainha Sílvia, da Suécia, para o Prêmio Nobel da Paz. Oito anos antes, no dia 7 de julho de 1980, Irmã Dulce ouviu do Papa João Paulo II, na sua primeira visita ao país, o incentivo para prosseguir com a sua obra.
Os dois voltariam a se encontrar em 20 de outubro de 1991, na segunda visita do Sumo Pontífice ao Brasil. João Paulo II fez questão de quebrar o rigor da sua agenda e foi ao Convento Santo Antônio visitar Irmã Dulce, já bastante debilitada, no seu leito de enferma. Cinco meses depois da visita do Papa, os baianos chorariam a morte do Anjo Bom. No velório, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, políticos, empresários, artistas, se misturavam a dor das milhares de pessoas simples, anônimas. Muitas delas, identificadas com o que poderíamos chamar do último nível da escala social, justamente para quem Irmã Dulce dedicou a sua obra.

CF-2012: Secretário da CNBB destaca avanços e desafios à saúde pública no país

Foi aberta, na tarde desta Quarta-Feira de Cinzas, a 49ª Campanha da Fraternidade (CF), cujo tema é “Fraternidade e Saúde Pública”, com o lema “Que a saúde se difunda sobre a terra”. A solenidade de abertura, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF), foi dirigida pelo secretário geral da entidade, dom Leonardo Steiner, e contou com a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha; do secretário executivo da CF, padre Luiz Carlos Dias, além de outros convidados.
“A Campanha da Fraternidade é um tempo especial para a conversão do coração, através da prática da oração, do jejum e da esmola, como processo de abertura necessária para sermos tocados pela grandeza da vida nova que nasce da cruz e da ressurreição”, disse dom Leonardo.
Em seu discurso, o secretário geral da CNBB disse que houve “significativos avanços” nas últimas décadas da saúde pública no país, como o aumento da expectativa de vida da população, a drástica redução da mortalidade infantil, a erradicação de algumas doenças infecto-parasitárias e a eficácia da vacinação e do tratamento da Aids, elogiada internacionalmente.
domleonardocf2012





















Dom Leonardo também levantou pontos que ainda não são completamente sanados pelo Governo em relação à saúde. “Com a Campanha da Fraternidade de 2012, a Igreja deseja sensibilizar a todos sobre uma das feridas sociais mais agudas de nosso país: a dura realidade dos filhos e filhas de Deus que enfrentam as longas filas para o atendimento à saúde, a demorada espera para a realização de exames, a falta de vagas nos hospitais públicos e a falta de medicamentos. Sem deixar de mencionar a situação em que se encontra a saúde indígena, dos quilombolas e da população que vive nas regiões mais afastadas”, destacou dom Leonardo.

O bispo auxiliar de Brasília ressaltou não ser exagero dizer que a saúde pública no país “não vai bem”. “Os problemas verificados na área da saúde são reflexos do contexto mais amplo de nossa economia de mercado, hoje globalizada, que não tem, muitas vezes, como horizonte os valores ético-morais e sociais”.

Sobre o corte de cinco bilhões de reais da área da saúde, dom Leonardo destacou que esta decisão do governo preocupa e frustra “a expectativa da população por maior destinação de recurso à saúde” após a discussão da Emenda Constitucional 29.

Agradecimento à CNBB

ministroalexandrepadilha
















O ministro da saúde, Alexandre Padilha, agradeceu à CNBB, em nome do Ministério da Saúde, do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Conselho Nacional de Saúde (CNS), pela escolha do tema da Campanha da Fraternidade deste ano. “Agradecemos esse gesto da CNBB por trazer a saúde, em especial a saúde pública, como tema central de reflexão da Quaresma e durante toda a Campanha da Fraternidade. Sabemos que isso provoca um debate permanente durante todo o ano na Igreja Católica e nas comunidades. Não poderia ter presente maior para o SUS do que esta iniciativa da Igreja Católica”, disse o ministro.

Segundo Padilha, a responsabilidade e os desafios de consolidar o Sistema Único de Saúde são enormes. “Primeiro pela dimensão de nosso país, desafio que nenhum outro país com mais de 100 milhões de habitantes assumiu. O Brasil assumiu em sua Constituição, colocando a saúde como dever do Estado. E depois assumiu o SUS, que tem como princípio levar saúde de forma integral e universal para toda a sua população. Sabemos que o desafio do SUS não é pequeno”, destacou.

“Tenho a esperança de que nesta Campanha da Fraternidade, cada uma das comunidades do país possam discutir o ‘SUS real’, aquilo que é a única porta para 145 milhões de brasileiros. É a partir desse debate que poderemos enfrentar os problemas que temos a sanar na saúde pública no país”, observou o ministro.

Mensagem do Papa

peluizlancamentocf2012





















“De bom grado me associo à CNBB que lança uma nova Campanha da Fraternidade, sob o lema “que a saúde se difunda sobre a terra” (cf Eclo 38,8), com o objetivo de suscitar, a partir de uma reflexão sobre a realidade da saúde no Brasil, um maior espírito fraterno e comunitário na atenção dos enfermos e levar a sociedade a garanti a mais pessoas o direito de ter acesso aos meios necessários para uma vida saudável”. Estas foram algumas palavras do papa Bento XVI na carta enviada à CNBB por ocasião do lançamento da CF. A carta foi lida na íntegra pelo secretário executivo da CF, padre Luiz Carlos Dias, no ato de lançamento Campanha.

O papa desejou que esta Campanha inspire no “coração dos fiéis e das pessoas de boa vontade, uma solidariedade cada vez mais profunda para com os enfermos, tantas vezes sofrendo mais pela solidão e abandono, do que pela doença”.

“Associando-me, pois, a esta iniciativa da CNBB e fazendo minhas as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias de cada um, saúdo fraternalmente quantos tomam parte, física ou espiritualmente, na Campanha, invocando pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, para todos, mas de modo especial, para os doentes, o conforto e a fortaleza de Deus no cumprimento do dever de estado, individual, familiar e social, fonte de saúde e progresso do Brasil, tornando-se fértil na santidade, próspero na economia, justo na participação das riquezas, alegre no serviço público, equânime no poder e fraterno no desenvolvimento”, escreveu o papa.

Organizadores da JMJ Rio 2013 pedem oração por visita do Vaticano





A comissão organizadora da JMJ Rio 2013 convida toda juventude para estar em oração pela visita dos membros do Pontifício Conselho para os Leigos.

A sessão que trata dos assuntos dos jovens deste dicastério veio direto do Vaticano para ver o andamento dos preparativos da Jornada Mundial da Juventude que pretende reunir quatro milhões de pessoas de todas as partes do mundo num encontro com o Papa Bento XVI na capital fluminense.

“Vamos aos pés de Jesus Sacramentado interceder pela Jornada Mundial da Juventude Rio2013”, exalta a comissão da JMJ 2013.

O encontro será nesta quinta-feira, 1º de março, às 19h30, na Igreja de Sant’Ana, que está localizada na Praça Cardeal Leme, 11, no centro da cidade.

O Cardeal Stanislaw Rylko, presidente deste pontifício conselho
chega ao Rio de Janeiro nesta segunda-feira, 27. Ele ficará na cidade durante cinco dias, participando de reuniões com os representantes do Comitê Organizador Local (COL) da JMJ Rio2013, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), além de um encontro com representantes de movimentos jovens e comunidades novas do Rio. Na programação, estão previstas visitas aos locais da cidade que poderão receber os eventos oficiais da JMJ Rio2013.

No dia 2 de março, às 11h, o Cardeal Rylko e o Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, concederão uma entrevista coletiva sobre o balanço das atividades realizadas pela Comitiva do PCL durante a visita ao Rio. A coletiva será no edifício João Paulo II, na Glória.

Você é chamado a ser um valente guerreiro do Senhor




O Senhor diz claramente: nós que fomos alcançados pela graça do derramamento do Espírito Santo de Deus, que vem acontecendo na Igreja Católica desde 1967, somos também convocados para uma "guerra santa" e já fomos enviados para a frente de batalha: “Aproximem-se, subam, todos os homens de guerra!”

O Senhor nos dá um nome: "Somos homens de guerra". Em hebraico esse termo é "guibor". Somos guerreiros, somos da tropa de elite do Senhor, convocados e adestrados pelo Espírito Santo, que recebemos. Somos impulsionados para a frente de batalha como os “valentes guerreiros” do Senhor dos Exércitos.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Papa explica como vencer tentações e se aproximar de Deus


Praça de São Pedro - Vaticano

Domingo, 26 de fevereiro de 2012
Queridos irmãos e irmãs!

Neste primeiro domingo de Quaresma, encontramos Jesus que, depois de ter recebido o batismo no Rio Jordão, por meio de João Batista (cfr Mc 1,9), é tentado no deserto (cfr Mc 1,12-13).

A narração de São Marcos é concisa, priva dos detalhes que lemos nos outros dois Evangelhos de Mateus e de Lucas. O deserto do qual fala há diversos significados, pode indicar o estado de abandono e de solidão, o “lugar” da fraqueza do homem onde não há apoios e seguranças, onde a tentação se faz mais forte. Mas isso pode indicar também um lugar de refugio e abrigo, como foi para o povo de Israel escapar da escravidão egípcia, onde se pode experimentar, de modo particular, a presença de Deus. Jesus, no deserto, “esteve quarenta dias, tentado pelo demônio” (Mc 1,13).

São Leão Magno comenta que “o Senhor quis sofrer o ataque do tentador para defender com sua ajuda e ensinar pelo seu exemplo” (Tractatus XXXIX,3 De ieiunio quadragesimae: CCL 138/A, Turnholti 1973, 214-215).

O que pode nos ensinar este episódio? Como lemos no livro Imitação de Cristo, “o homem nunca é totalmente livre da tentação, até o fim da vida... Mas com paciência e verdadeira humildade, se tornará mais forte do que qualquer inimigo” (Liber I, c. XIII Cidade do Vaticano 1982, 37); a paciência e a humildade de seguir todos os dias o Senhor, aprendendo a construir a nossa vida não sem Ele ou como se Ele não existisse, mas Nele e com Ele, porque é a fonte da verdadeira vida.

A tentação de remover Deus, conduzindo as coisas no mundo, contando apenas com suas próprias habilidades, está sempre presente na história do homem.

Jesus proclama que “o tempo se cumpriu e o reino de Deus está próximo” (Mc 1,15), anuncia que Nele acontece algo novo: Deus se fez homem, de modo inesperado, com uma proximidade única e concreta, plena de amor; Deus se encarna e entra no mundo como homem e pega para si o pecado, para vencer o mal e reconduzir o homem ao mundo de deus.

Mas este anúncio é acompanhado por uma exigência: corresponder a esse dom tão grande. Jesus, de fato, acrescenta: “convertei-vos e crede no evangelho” (Mc 1,15); é o convite a ter fé em Deus e a converter todos os dias nossa vida a Sua vontade, orientando, para o bem, cada ação nossa e cada pensamento.

O tempo da Quaresma é um momento propício para renovar e melhorar o equilíbrio do nosso relacionamento com Deus, por meio da oração cotidiana, os gestos de penitência e as obras de caridade fraterna.

Supliquemos com fervor a Maria Santíssima para que acompanhe o nosso caminho quaresmal com sua proteção e nos ajude a imprimir em nosso coração e em nossa vida a Palavra de Jesus Cristo, para convertermos a Ele. Confio, por fim, as vossas orações pela
semana de exercícios espirituais que iniciarei nesta noite junto aos meus colaboradores da Cúria Roma.


sábado, 25 de fevereiro de 2012

Dom. João Carlos Petrini Bispo de Camaçarí/Nosso Bispo

  • Dom João Carlos Petrini nasceu na Itália, em 18/11/1945, e atualmente é cidadão brasileiro.
  • Formou-se em Ciências Políticas na Universidade de Perúgia-Itália, em março de 1970.
  • Em agosto de 1970, chegou a São Paulo, ainda leigo, ligado ao Movimento Comunhão e Libertação, acompanhando uma equipe de missionários da Diocese de origem – Fermo.
  • Passou 18 anos em São Paulo, inicialmente na periferia da cidade, paróquia São Mateus – zona Leste.
  • Em seguida, a pedido do Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, trabalhou na Pastoral Universitária, onde deu vida a uma presença cristã no ambiente universitário.
  • Estudou Teologia em São Paulo, na Fac.Nossa Senhora da Assunção e se ordenou sacerdote em 1975.
  • Cursou o Mestrado e o Doutorado em Ciências Sociais na PUC SP, realizando pesquisas sobre comunidades de base e sobre as relações entre religião e sociedade moderna.
  • Em 1989 mudou-se para Salvador, onde foi Reitor do Seminário Propedêutico (de 1990 a 1998) e diretor do Instituto de Teologia da UCSAL (de 2005 a 2009).
  • Desde 1998, é diretor da Seção Brasileira do Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimônio e Família.
  • É professor-pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Família na Sociedade Contemporânea da Universidade Católica do Salvador - UCSAL e autor de diversos livros e artigos científicos sobre família e sociedade moderna.
  • Coordenador do grupo de pesquisa Família em Mudança que investiga entre outros temas: combate à pobreza e às desigualdades sociais, a figura do pai: entre declínio e reorganização, etc.
  • Em 2005 foi nomeado, pelo Papa João Paulo II, Bispo Auxiliar de Salvador.
  • Em 2007 participou da V Conferência do Episcopado Latino Americano e Caribenho, como perito, convidado pelo Santo Padre Bento XVI.
  • É atualmente membro da Comissão Episcopal Nacional Vida e Família da CNBB.
  • Deu vida, como assistente eclesiástico da Pastoral Familiar da Arquidiocese de Salvador, às Escolas de Família, atualmente em número de 40, coordenando a elaboração de subsídios formativos.
Livros publicados/organizados
- O pai na sociedade contemporânea. São Paulo: Paulinas, 2010. (Organizador e autor de um capítulo)
- Homem e mulher o criou: catequeses sobre o amor humano. São Paulo: EDUSC, 2005. (Tradutor e organizador, juntamente com Dom Josafá Menezes)
- Família, sociedade e subjetividade:uma perspectiva multidisciplinar. Rio de Janeiro: Vozes, 2005. (Organizador e autor do capítulo: Mudanças sociais e mudanças familiares.)
- Pós-Modernidade e Família. São Paulo: EDUSC, 2003.
- Família XXI: entre Pós-Modernidade e Cristianismo. São Paulo: Companhia Ilimitada, 2003.
- CEB's: um novo sujeito popular. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1984.

Artigos publicados em revistas acadêmicas e capítulos de livros
- A identidade da Universidade Católica e sua contribuição à vida acadêmica e social. In:VALENTINI, V.; NETO, F. B. R.; ALVES, J. A. S.(Orgs.).A missão e a identidade da Universidade Católica no mundo atual. São Paulo: EDUC, 2010. p. 25-48.
La Famiglia soggetto di evangelizzazione. In: Familia et Vita. Anno XV, N. 1/2010, p. 85-93.
- Pobreza, capital humano, capital social e familiar. Memorandum, nº 19, p. 184-197, 2010.
- Family and Poverty: The Inclusion Routes. In: BASTOS, A. C. S; RABINOVICH, E. P. (Orgs.) Living in poverty: Developmental Poetics of Cultural Realities.: Jaan Valsiner, 2009, p. 425-440.
- Família na abordagem relacional de Pierpaolo Donati. In: DONATI, Pierpaolo. Família no Século XXI: abordagem relacional. São Paulo: Paulinas, 2008. p. 11-46.
- Família, pessoa e vida no horizonte de Aparecida. Communio (Rio de Janeiro), v. 27, p. 55-74, 2008.
- Bento XVI: ampliar a concepção e o uso da razão. Communio (Rio de Janeiro), v. 26, p. 285-305, 2007.
- La famiglia: intimità e società. Anthropotes, v. 33, p. 184-203, 2007.
- Relação nupcial, relação ocasional. In: PONTIFÍCIO CONSELHO PARA A FAMÍLIA. Lexicon. Brasília-DF: Ed. CNBB, 2007, p. 825-835.
- As etapas de um percurso na sociedade moderna e contemporânea. In: INSTITUTO NACIONAL DE PASTORAL. (Org.) A dignidade da vida humana e as biotecnologias. Brasília: Ed CNBB, 2006, p. 127-138.