Pastoral do Acolhimento

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" Acolher uns aos outros como Cristo nos acolheu, para a glória de Deus." Rm 15,7

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sexta-feira, 12 de abril de 2013

A paz se constrói a partir de uma visão de fé, lembra bispo



Em tempos de tanta violência e conflitos entre nações, como a recente situação de tensão, devido à ameaça de guerra nas Coreias, muito se reflete sobre a questão da paz. Nesta quinta-feira, 10, completaram-se 50 anos da Encíclica "Pacem in Terris", do então Papa, hoje beato, João XXIII.

De acordo com o presidente da Comissão Episcopal para a Caridade, Justiça e Paz da CNBB, Dom Guilherme Werlang, esta é uma das encíclicas que permanece mais atual nos últimos séculos, escrita quase no fim da vida do Papa João XXIII. O bispo, que está em Aparecida (SP) participando da 51ª Assembleia Geral da Conferência, destacou o aspecto universal do documento. “Ele [beato João XXIII] escreve uma encíclica que é diferente, porque ela é escrita a todas as pessoas de boa vontade, não só para dentro da Igreja. É uma encíclica que deseja construir a paz”.

A encíclica nasceu em um período no qual o mundo esteve próximo de um conflito nuclear, uma Terceira Guerra Mundial. O documento se divide em cinco partes: ordem entre os seres humanos, relações entre seres humanos e os poderes públicos nas comunidades políticas, as relações das comunidades políticas, as relações entre os seres humanos e as comunidades políticas com a comunidade mundial e a quinta parte se refere às diretrizes pastorais. 

Especificamente sobre as relações entre comunidades políticas, tendo em vista o atual contexto de risco de guerra entre as Coreias, o bispo destacou que a ideia expressa na encíclica é de que as relações entre as comunidades políticas nunca devem ser pelo armamento nem pelas ameaças, mas pelo diálogo. 

Ainda falando sobre a encíclica, Dom Guilherme reforçou o papel de cada um na construção da paz. "Nós cristãos temos que fazer a nossa parte para que o mundo seja aquele sonhado por Deus. Como já disse, é uma encíclica voltada a todos, crentes e não crentes, cristãos e não cristãos, um grande apelo à paz. Eu creio que esta encíclica hoje fala muito forte para o mundo de 2013, 50 anos depois".

As paróquias


E como as paróquias estão sendo os alvos centrais de discussão em toda a Assembleia, Dom Guilherme comentou sobre as diretrizes que podem ser dadas a elas visando à construção da paz. Ele voltou a destacar, então, a importância do diálogo. 

"A Pacem in Terris nos ensina que é a partir do diálogo e não no medir forças, a partir de uma visão de fé, de quem crê em Deus, que nós temos que desarmar o espírito para construir a paz”. 

Dom Guilherme recordou ainda que ao longo de toda a encíclica o beato João XXIII fala também de justiça. "É impossível ter paz sem que haja primeiro a justiça. Elas são irmãs gêmeas, andam abraçadas, como diz a própria Bíblia, e ele aponta essa questão, por isso seria muito importante hoje as paróquias promoverem o diálogo entre as pessoas”.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Paróquias são tema central da Assembleia Geral dos Bispos




A 51ª Assembleia dos Bispos do Brasil terá início nesta quarta-feira, 10, em Aparecida (SP). A reunião começa com celebração da Missa no Santuário Nacional, seguida da abertura com entronização da Palavra de Deus e a entrada da imagem de Nossa Senhora Aparecida. A partir desse momento, têm início os trabalhos do encontro.
O tema geral da assembleia deste ano é "Comunidade de comunidades: uma nova paróquia". De acordo com o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Leonardo Ulrich Steiner, com este tema a Igreja no Brasil deseja repensar o serviço que as paróquias oferecem à evangelização. 
Segundo o bispo, a sociedade vive uma realidade urbana, digital e virtual próprias deste tempo e por isso é necessário rever as estruturas das paróquias. Para Dom Leonardo, a paróquia, na forma em que foi criada e pensada, não responde mais às necessidades do tempo, mas “continua sendo um instrumento importante para a dinamização da Igreja”.
Citando o Documento de Aparecida, o bispo ressalta que a paróquia não deve ser um lugar apenas para a busca dos sacramentos, mas um local onde as pessoas possam se encontrar, celebrar e enfrentar a vida cotidiana. 
Na opinião do secretário-geral da CNBB, tratar desse assunto na Assembleia significa questionar como a Igreja, por meio da paróquia, pode ser mais viva; “uma Igreja que realmente é uma presença ativa, uma presença de conselho, de esperança, de fraternidade e justiça”.
Dificuldades na evangelização paroquial
Perguntado sobre as principais dificuldades das paróquias na evangelização, Dom Leonardo, afirma ser a aproximação com as pessoas. “Uma das questões mais difíceis é chegarmos às pessoas. Creio que ainda estamos esperando, apesar de termos avançado muito na Igreja no Brasil no espírito missionário, ainda esperamos as pessoas virem. A paróquia precisa criar esse espírito missionário de ir ao encontro das famílias, das pessoas e criar esses grupos, também por rua ou por prédio, que se reúnem e rezam juntos." 
O Papa Francisco tem nos demonstrado isso, diz o bispo. “A Igreja precisa estar mais próxima das pessoas, não nos isolarmos. Talvez a paróquia, na sua estrutura, precise estar mais a serviço das pessoas. A estrutura que criamos precisa estar a serviço das pessoas e não as pessoas a serviço das estruturas. Elas podem nos ajudar a servir melhor."
Sub-temas da Assembleia
O Diretório de Comunicação para a Igreja no Brasil, as questões agrárias e os textos litúrgicos do Missal Romano são assuntos que Dom Leonardo adiantou que também farão parte das plenárias. 
Segundo o bispo, os critérios de escolha do tema geral e dos sub-temas variam de acordo com as necessidades atuais da Igreja, com as propostas oferecidas pelas comissões e questões relevantes como, por exemplo, a situação agrária no país. No entanto, Dom Leonardo garantiu que todos os temas passam por votação no Conselho Permanente da CNBB. 
Mensagem ao Papa Francisco
No final da Assembleia, os bispos farão uma mensagem que será enviada ao Papa, como tem acontecido nas assembleias gerais anteriores. O texto será escrito por uma comissão composta de três bispos, responsável pela elaboração dos documentos da Assembleia. A mensagem passará pela aprovação de todos os prelados e será encaminhada ao Papa Franscico. 
“A mensagem será enviada ao Santo Padre expressando a nossa comunhão, nossa fidelidade e o desejo de trabalharmos e estarmos a serviço do Evangelho”, diz Dom Leonardo.
Ao todo mais de 300 bispos devem participar da 51ª Assembleia Geral, além dos assessores e demais pessoas ligadas à CNBB.Os bispos ficarão hospedados em hotéis próximos uns dos outros. Segundo Dom Leonardo, a proximidade aumentará as possibilidades de reuniões, bate-papos e convivência fraterna entre os bispos que participarão do evento.