Martírio de
São João Batista
Jeremias 1, 17-19; Marcos 6, 17-29
Transcrevemos
a homilia de São Beda Venerável sobre o martírio de Joao Batista.
O santo
precursor do nascimento, da pregação e da morte do Senhor mostrou o vigor de seu
combate, digno dos olhos divinos, como diz a Escritura: E se diante dos homens
sofreu tormento, sua esperança está repleta de imortalidade (cf. Sb 3,4). Temos
razão de celebrar a festa do dia do nascimento daquele que o tornou solene para
nós por sua morte e o ornou com o róseo fulgor de seu sangue. É justo venerarmos
com alegria espiritual a memória de quem selou com o martírio o testemunho que
deu em favor do Senhor.
Não há que duvidar, se São João suportou o
cárcere e as cadeias, foi por nosso redentor, de quem dera testemunho como
precursor. Também por ele deu a vida. O perseguidor não lhe disse que negasse a
Cristo, mas que calasse a verdade. No entanto morreu por Cristo.
Porque
Cristo mesmo disse: Eu sou a verdade (Jo 14,6); por conseguinte, morreu por
Cristo, já que derramou o sangue pela verdade. Antes, quando nasceu, pregou e
batizou, dava testemunho de quem iria nascer, pregar, ser batizado. Também
apontou para aquele que iria sofrer, sofrendo primeiro.
Um homem de tanto
valor terminou a vida terrena com a efusão do sangue, depois do longo sofrimento
da prisão. Aquele proclamava o Evangelho da liberdade da paz celeste foi lançado
por ímpios às cadeias: foi fechado na escuridão do cárcere quem veio dar
testemunho da luz e por esta mesma luz, que é Cristo, tinha merecido ser chamado
da lâmpada ardente e luminosa. Foi batizado no próprio sangue aquele a quem
tinha sido batizar o Redentor do mundo, ouvir sobre ele a voz do Pai, ver descer
a graça do Espírito Santo. Contudo, para quem tinha conhecimento de que seria
recompensado pelas alegrias perpétuas não era insuportável sofrer tais tormentos
pela verdade, mas pelo contrário, fácil e desejável.
Considerava
desejável aceitar a morte, impossível de evitar por força da natureza, junto com
a palma da vida perene, por ter confessado o nome de Cristo. Assim disse bem o
Apóstolo: Porque vos foi dado por Cristo não apenas crer nele, mas ainda sofrer
por ele (Fl 1,29). Diz ser dom de Cristo que os eleitos sofram por ele, conforme
diz também: Os sofrimentos desta vida não se comparam á futura glória que se
revelará em nós (Rm 8,18).
Liturgia das Horas IV, p. 1237-1239
Apesar das dificuldades políticas na área médio-oriental, continuam os preparativos para a chegada do Papa Bento XVI ao Líbano. Isso foi o que confirmou nesta quarta-feira, 23, o presidente do comitê central encarregado de preparar a visita de Bento XVI ao país, monsenhor Kamil Zeidan. O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa convocada em Beirute para ilustrar as medidas adotadas a fim de assegurar o bom êxito da peregrinação papal na terra dos cedros.
Monsenhor Zeidan reiterou que a visita do Pontífice ao país, a ser realizada de 14 a 16 de setembro deste ano, é de interesse de todos os libaneses, tanto cristãos, quanto muçulmanos, e não só dos católicos. Ele lembrou ainda a relevância pastoral da viagem, uma vez que Bento XVI assinará e entregará oficialmente, na ocasião, a Exortação apostólica pós-sinodal para o Oriente Médio.
O presidente do comitê organizador informou ainda que foram formados dois comitês para acolher Bento XVI. Um deles reúne o Conselho dos bispos e o outro representa o Estado libanês, cuja missão será coordenar com o núncio apostólico o bom êxito da visita.
De acordo com o tesoureiro geral do Patriarcado Sírio-Católico no Líbano, monsenhor George Masri, a visita do Papa está sendo muito esperada, por ser um evento de esperança para toda a Igreja. Ele acredita que o Papa dá confiança e coragem para conduzir um diálogo de vida com os muçulmanos e que sua visita é muito importante, sobretudo em um país pequeno como o Líbano.
“Nós esperamos muito na visita do Santo Padre e estamos nos preparando, cristãos e muçulmanos, para este grande evento. Esperamos que o diálogo entre nós e nossos irmãos muçulmanos continue a ser um diálogo de verdadeira coexistência”.
Acontecera no dia 02 de setembro às 06h30min da manhã a Caminhada Bíblica
2012 na Forania de São Miguel de Cotegipe Simões Filho – BA, com a participação
das Paróquias de São Miguel de Cotegipe, Nossa Senhora da Luz e Nossa Senhora
da Conceição do CIA.
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Saindo da praça da
capela de Santa Luzia em Pitanguinha Velha até a igreja matriz de São Miguel de
Cotegipe.
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"O centro da existência, ou seja, aquilo que dá pleno sentido e firme esperança ao caminho tantas vezes difícil, é a fé em Jesus, é o encontro com Cristo". A afirmação foi dita pelo Papa Bento XVI no Angelus deste domingo, 5.
Centenas de pessoas foram até a residência apostólica de Castel Gandolfo, onde o Santo Padre passa um período de descanso, para acompanhar sua tradicional reflexão dominical.
O Papa comentou o Evangelho do dia (cf. Jo 6, 24-35), em que Jesus interpela a multidão pelo fato de O procurarem não por terem visto os sinais de Deus, mas apenas por terem sido saciados, com a multiplicação dos pães.
“Jesus quer ajudar as pessoas a não ficarem apenas no nível da satisfação imediata das próprias necessidades materiais, por muito importantes que sejam. Quer abrir a um horizonte da existência que não é simplesmente o das preocupações cotidianas do comer, do vestir, da carreira”, destacou Bento XVI.
As pessoas não compreendem o que Jesus lhes propõe. Pensam que lhes pede o cumprimento de qualquer preceito, para que o milagre continue. Mas a resposta de Jesus é: “a obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”.
“O centro da existência, ou seja, aquilo que dá pleno sentido e firme esperança ao caminho tantas vezes difícil, é a fé em Jesus, é o encontro com Cristo. Não se trata de seguir uma ideia, um projeto, mas de O encontrar como uma Pessoa viva, de deixar-se tomar totalmente por Ele e pelo seu Evangelho. Jesus convida a não nos determos no horizonte humano, mas a abrir-nos ao horizonte de Deus, ao horizonte da fé. Ele exige uma única obra: acolher o plano de Deus, isto é, ‘crer n’Aquele que Ele enviou’.”
Não é com a atividade humana que podemos “ganhar” Jesus, o verdadeiro pão que sacia a nossa fome de sentido, de verdade. Ele vem a nós apenas como dom do amor de Deus, como “obra de Deus”, que nos toca pedir e acolher.
“Caros amigos, nas nossas jornadas cheias de ocupações e de problemas, mas também nas de repouso e distensão, o Senhor nos convida a não esquecer que, se é necessário preocuparmo-nos com o pão material e com o retemperar das forças, mais fundamental ainda é fazer crescer a relação com Ele, reforçar a nossa fé n’Aquele que é o ‘pão da vida’, que enche o nosso desejo de verdade e amor”.